Biologia + Ciências Naturais

Guia prático de como fazer uma declaração completa do imposto de renda 2015

"EXTENVARE POPVLVS"
EXTENVARE POPVLVS

Todo começo de ano meus amigos ficam me enchendo para ajudá-los com a declaração de IR, então escrevi este post bem curtinho sobre o básico de como preparar uma declaração completa com todas as deduções mais comuns no melhor estilo se vire! faça você mesmo. Este post tem duas partes, a primeira é esta aqui mesmo. A segunda é um post no Viva o Linux discutindo detalhes do cálculo do IR com o uso do LibreOffice.

Vamos começar!

Alíquotas do IR em Roma: (MMCD - CCCLX) * XXII = CDXLVIII
Alíquotas do IR em Roma: (MMCD – CCCLX) * XXII = CDXLVIII

Tipos de Declaração

Primeiramente temos que selecionar que tipo de declaração será feita. São apenas três opções:

  • Declaração de ajuste anual: o nome pomposo apenas diz que é uma atualização da declaração do ano anterior. Ele compara os dados do ano retrasado com os do ano passado para ver se está tudo ok. É esta a que faremos.
  • Declaração Final de Espólio: espero que não seja o seu caso pois esta aqui é para quem já morreu. Ela é feita para finalizar a declaração de renda do falecido, geralmente é realizada junto com o inventário.
  • Declaração de Saída Definitiva: gostaria que este fosse o meu caso – motivo: dilma. Esta é para quem vai sair do Brasil. Com ela você fica em suspenso na receita até que volte a fazer uma Declaração de Ajuste Anual.
Note que o programa foi feito para que uma pessoa possa preparar múltiplas declarações simultâneamente. Isso facilita para contadores.
Note que o programa foi feito para que uma pessoa possa preparar múltiplas declarações simultâneamente. Isso facilita para contadores.

Do lado esquerdo do programa existe uma lista com opções. A maioria delas é sobre modos de visualização ou sobre declaração de itens mais complicados como Atividade Rural, Ganhos de Capital, Ações e etc. A maior parte da declaração está na seção Fichas de Declaração.

As outras fichas como Atividade Rural e Ganhos de Capital para para declaração outras atividades como alienação de bens (venda de carro, casa, jatinho...). Eu só conheço as fichas mais básicas que são as que uso.
As outras fichas como Atividade Rural e Ganhos de Capital para para declaração outras atividades como alienação de bens (venda de carro, casa, jatinho…). Eu só conheço as fichas mais básicas que são as que uso.

Um detalhe importante. Nas Declarações de Ajuste Anual você pode optar por dois tipos de tributação:

  • Deduções Legais: este é o modo para quem fará a declaração completa e este é o caso que abordaremos aqui. Isso só tem utilidade para quem tem deduções a fazer com saúde, previdência, alimentação, educação e etc.
  • Desconto Simplificado: é a declaração simplificada que utiliza apenas os dados de rendimentos do banco e informes do empregador.
As opções podem ser mudadas a qualquer momento então, primeiro preencha sua declaração e depois preocupe-se em escolher qual opção se adéqua a você. Neste caso aqui, veja só a diferença entre a simplificada e a completa!
As opções podem ser mudadas a qualquer momento então, primeiro preencha sua declaração e depois preocupe-se em escolher qual opção se adéqua a você. Neste caso aqui, veja só a diferença entre a simplificada e a completa!

Fichas de Declaração

A maioria das fichas tem preenchimento automático ou estão relacionadas a coisas que estão fora do nosso escopo como Espólio, Doações, Atividade Rural e etc. Aqui veremos detalhadamente as seguintes:

  • Identidade do Contribuinte: aqui você preenche seus dados pessoais.
  • Dependentes: se você tem dependentes e pretende declará-los aqui é o lugar.
  • Alimentandos: aqui é o caso de quem paga pensão aos filhos e etc.
  • Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica: aqui entra o seu salário e todos os descontos que foram feitos nele. Lembre-se de pegar o Informe de Rendimentos na sua empresa.
  • Rendimentos Isentos e Não Tributáveis: aqui são os dinheiros que não pagam imposto de renda.
  • Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva: são valores que na maioria são preenchidos automaticamente de outras partes da declaração.
  • Imposto Pago/Retido: a maioria dos campos é automática. Aqui são agrupados os impostos de renda que você já mencionou ter pago antes no outros campos.
  • Pagamentos Efetuados/Doações Efetuadas: nesta seção colocaremos as deduções a serem realizadas.
  • Bens e Diretos: Descreva seus bens: todos eles!
  • Dívidas e Ônus Reais: se você tem dívidas de agiotagem bancárias, elas podem ser declaradas aqui.

Identidade do Contribuinte, Dependentes e Alimentandos

Esta seção era para ser simples, mas não é o caso. Uma das informações que ele solicita são os dados da declaração anterior. Se esta é a primeira vez que você declara, não há nada para colocar aqui, mas o programa não explica isso e fica solicitando a informação constantemente. A Ocupação Principal e Natureza da Ocupação também apresenta desafios. É pouco claro como preencher esta seção pois as profissões são bastante específicas, mas deixam margem para erro.

Sua escolha provavelmente é ajuste anual também. A retificadora é utilizada para corrigir erros em declaração já enviada.
Sua escolha provavelmente é ajuste anual também. A retificadora é utilizada para corrigir erros em declaração já enviada.

Na ficha de Dependentes é só uma questão de listar os dependentes. É desnecessário especificar o quanto gasta com cada um deles, isso será calculado de outros lugares do programa. Note que é possível declarar como dependentes tanto filhos quanto afilhados, sobrinhos ou mesmo os pais e avós. O mesmo vale para a ficha de Alimentandos; são introduzidos apenas os dados pessoais de quem você paga pensão alimentícia.

Antes que você fique se perguntando: Como declaro meus custos com dependentes? Eu lhe respondo: quando você tem dependentes, você declara o IR por eles. Então ao longo da declaração você terá várias opções para definir se o que está sendo declarado é seu ou do dependente e isso inclui suas despesas. Porém, existe um limite para as deduções (veremos logo mais) e um limite ainda menor para as deduções dos dependentes. Consequentemente, ter um dependente pode custar mais caro no IR do que parece.

Rendimentos de PJ

Aqui são listadas as rendas recebidas através de contratos de trabalho, geralmente CLT. Se você trabalha de carteira assinada é aqui que os dados do informe de rendimentos de sua empresa devem ser inseridos. Note que são inseridos os dados do rendimento bruto e as deduções de folha de pagamento (INSS e IR) são inseridas separadamente e isso inclui o 13º. Lembre-se de verificar se os dados do seu informe fornecido batem com os valores que você recebeu ao longo do ano, esse tipo de erro pode acontecer por parte da empresa e cabe ao contribuinte ficar de olho se o valor foi errado tanto para mais quanto para menos.

Lembre-se de declarar os dados dos dependentes também, note que há uma aba separada para isso logo ali em cima.
Lembre-se de declarar os dados dos dependentes também, note que há uma aba separada para isso logo ali em cima.

Rendimentos Isentos

Aqui entram os recebimentos que não são tributados pelo imposto de renda. Algumas mais interessantes são:

  • 01. Bolsas de Estudo: as bolsas do CNPQ e CAPES entram aqui junto com qualquer outra bolsa auxílio a estudante. Note que é necessário pegar o informe de rendimentos do CNPQ e da CAPES. Outras fontes como bolsas de fomento das fundações estatuais e universitárias também devem ser coletados junto a elas.
  • 04. Lucro na alienação de bens: este aqui é sobre venda de bens de pequeno valor (quanto?) ou se você trocou uma casa pela outra e esta era a seu único imóvel.
  • 08. Rendimentos da poupança: a poupança em si entra em outro lugar (Bens e Direitos). Aqui é só a soma dos rendimentos listados nos informes dos bancos.
  • 15. Bolsas de médicos e Pronatec: este aqui é semelhante ao 01, mas é para bolsas Pronatec e de médicos em residência.
  • 23. Restituição: as restituições do IR recebidas no ano anterior são incluídas aqui.

Tributação definitiva e Rendimentos Recebidos Acumuladamente

Tributações definitivas são valores de onde o imposto imposto de renda é cobrado sem possibilidade de restituição. Geralmente são casos onde o imposto é retido na fonte. Felizmente a maior parte desta seção é automática.

  • 01. 13º Salário: O(s) décimo(s) já foram colocados nos Rendimentos de Pessoa Jurídica, então este campo já vem pronto.
  • 06. Rendimentos de aplicações financeiras: este campo é como o dos rendimentos da poupança, mas aqui são descritos os rendimentos com fundos de investimento e outras aplicações que são tributadas.
Esses campos em cinza geralmente são automáticos e preenchidos com dados de outro lugar. Outro são preenchidos com a ajuda do botão dourado logo à esquerda. Geralmente ele abre uma tabela onde você pode adicionar detalhes sobre o campo para alimentá-lo.
Esses campos em cinza geralmente são automáticos e preenchidos com dados de outro lugar. Outro são preenchidos com a ajuda do botão dourado logo à esquerda. Geralmente ele abre uma tabela onde você pode adicionar detalhes sobre o campo para alimentá-lo.

Imposto Pago/Retido

Mais um grupo de campos automáticos. Aqui é calculado o quanto de imposto de renda você já pagou no ano anterior. Algumas áreas importantes aqui:

  • 01. Imposto complementar: para quem pagou imposto complementar no ano passado via DARF.
  • 02. Imposto pago no exterior pelo titular e dependentes: para quem paga IR em outro país. Basta mencionar aqui o valor nos informes de rendimento obtidos no exterior.

Pagamentos Efetuados

Esta é a parte mais importante para quem deseja fazer deduções. É nela que descrevemos os nossos gastos com Educação, Instrução, Saúde e Previdência Privada tanto nossa quanto de nossos dependentes.

A maioria das deduções, fora IRRF e INSS são realizadas nesta seção. É a partir daqui que uma declaração completa se difere de uma simplificada pra valer.
A maioria das deduções, fora IRRF e INSS são realizadas nesta seção. É a partir daqui que uma declaração completa se difere de uma simplificada pra valer.

Para fazer as deduções teremos que comprovar depois os gastos junto a receita, por isso tenha em mãos as notas fiscais e informes de pagamento. Geralmente médicos e escolas dão notas fiscais, mas planos de saúde distribuem informes de pagamento semelhante ao informe de rendimento bancário. Veja qual o caso do seu plano de saúde; o da UNIMED RJ, por exemplo, pode ser obtido no site.

As deduções que podem ser feitas são basicamente as que mencionei acima. Coloquei entre parênteses os números das fichas correspondentes no programa:

Existem muitas outras opções aqui que de nada adiantam para as deduções como pagamento de aluguel e advogado. Por isso as ignorei. Fique de olho nas normas das deduções para que você possa aproveitá-las ao máximo.

Bens e Direitos

Dependendo de o quão enrolado você é esta parte pode ser a mais fácil ou a mais complicada. Em Bens e Direitos são descritos os bens da pessoa. E nada deve ser deixado de lado: poupanças, contas, contas no exterior, fundos, certificados, carros, casas, fazendas, jatinhos… são 99 opções para escolher, fique à vontade. O perguntão da receita é bem tranquilo e explica os casos mais cabeludos.

Os bens, tanto seus quanto de seus dependentes ficam listados aqui. Tome cuidado de declarar tudo, se um item existia no ano anterior e não existe mais, ele será considerado "vendido" e a receita perguntará por quanto e para quem em algum momento.
Os bens, tanto seus quanto de seus dependentes ficam listados aqui. Tome cuidado de declarar tudo, se um item existia no ano anterior e não existe mais, ele será considerado “vendido” e a receita perguntará por quanto e para quem em algum momento.

Todas as declarações de bens têm uma estrutura bem simples onde você diz o valor do bem no início do ano e no fim do ano enquanto dá uma breve descrição do que ele é e onde está (se está fora do Brasil). Note que os bens são declarados sempre com o valor inicial, então se você comprou um apartamento em Copacabana por R$ 400.000,00 e agora ele vale R$ 1.500.000,00, o mesmo deve ser declarado com o valor original. A valorização somente será declarada quando o bem for vendido/alienado.

Dinheiro que você emprestou ou pegou emprestado com alguém, por exemplo, é declarado como “51 – Crédito decorrente de empréstimo”. Note que a pessoa também deve declarar que emprestou/recebeu ou então a receita verá como um dinheiro que brotou do chão e te perguntará depois de onde veio…

Pendências

Acabamos por hora. Clique na ficha Verificar Pendencias para ver campos em branco e erros pelo caminho. Note que ele sempre reclama das seguintes coisas:

  • Falta da declaração anterior: se esta é sua primeira declaração isso fica assim mesmo.
  • Bens com valor zero: alguns bens são declarados com valor inicial zero, mas o programa entende isso como um erro de digitação. Veja se é o caso ou não. Se estiver tudo bem, pode ignorar esta parte.
Eis a fórmula para cálculo do imposto de renda #sqn. Na verdade essa é a fórmula para ver se um Pokemon será capturado ou não.
Eis a fórmula para cálculo do imposto de renda #sqn. Na verdade essa é a fórmula para ver se um Pokemon será capturado ou não.

Agora vamos para Resumo da Declaração. Nesta parte estão os dados da declaração, mas agora agrupados e organizados. Em Rendimentos Tributáveis e Deduções podemos ver os totais de cada categoria e em Cálculo do Imposto podemos verificar como o imposto é calculado. É uma formula relativamente simples onde se subtraem as deduções do rendimento e multiplica-se pelo valor do imposto.

Na tabela da direta temos os dados da declaração, agora combinados. A base de cálculo é basicamente Renda - Deduções. A partir dela os outros dados como a faixa de imposto e a dedução de incentivo são calculadas. Depois o valor do imposto já pago (o "IRRF") - à direita - e restituível (não o "Tributável Definitivo") são considerados para decidir se você ganha uma restituição ou paga mais imposto.Nesta seção também podemos indicar a conta bancária para receber a restituição.
Na tabela da direta temos os dados da declaração, agora combinados. A base de cálculo é basicamente Renda – Deduções. A partir dela os outros dados como a faixa de imposto e a dedução de incentivo são calculadas. Depois o valor do imposto já pago (o “IRRF”) – à direita – e restituível (não o “Tributável Definitivo”) são considerados para decidir se você ganha uma restituição ou paga mais imposto.Nesta seção também podemos indicar a conta bancária para receber a restituição.

Ferramentas e Transmissão

Você já deve ter percebido que o programa salva sozinho os dados da declaração, por isso não existe um botão para salvar em lugar nenhum. Existe apenas uma pequena mensagem no canto inferior esquerdo indicando quando foi feita a ultima modificação. Cada dado inserido é salvo automaticamente.

Em Ferramentas temos a opção de Gravar Cópia. Ela tem três utilidades:

  1. Transportar a declaração (pronta ou não) para outro computador. Isso pode ser útil se você começou a declaração em uma unidade e teve problemas com ela para concluir.
  2. Guardar a declaração para depois. Isso é bom se você precisar fazer uma Retificadora depois ou quer utilizar a declaração deste ano no ano que vem para poupar tempo.
  3. Transmitir com o Receita.net separadamente.

O arquivo exportado pode ser guardado para depois. Note que isso pode ser feito a qualquer tempo, mesmo para declarações já prontas. Então é possível, exportar a declaração com os comprovantes e depois recriá-los conforme o necessário. Para importar uma declaração pronta que foi exportada de outro programa ou computador, use a opção Restaurar.

Uma declaração só é considerada pronta quando você utiliza a opção “Gravar Declaração para Entrega à RFB” em Declaração. Com isso ela é salva e é fechada. É possível voltar a fazer modificações depois sem problemas, mas ela tem que ser gravada para entrega antes da transmissão.

Para transmitir a declaração use a opção “Transmitir via internet”. Você precisa do Receita.net que é instalado separadamente. Caso não funcione no programa Declaração, você pode transmitir a declaração manualmente com o receita.net.

Conclusão

Como vimos a declaração é mais simples do que parece. O perguntão da Receita explica bastante coisa embora seja relativamente seco. Existem muitos sites com guias para casos especiais que podem ajudar como o Portal Exame.

Na próxima parte deste post (se eu tiver paciência) falarei sobre como calcular o imposto de renda com as deduções que descrevi aqui bem como prever os valores para o ano que vem e assim se preparar ao longo do ano para levar suas deduções ao máximo.

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Segurança Online, PHP, Emails falsos e outras histórias

Resolvi escrever isto depois da confusão no Jornal Hoje do dia 29 sobre como se prevenir contra ataques de vírus no computador. Resumo do vacilo: um “especialista” em segurança dizendo que “php é vírus” causou um alvoroço no Twitter a tarde toda (#phpvirus) e tiveram que fazer uma reedição da reportagem no dia seguinte (hoje) desfalando retificando o que havia sido dito. Se php não é vírus, então como se defender?

Como proteger seu computador de vírus?

Existem várias formas de um computador ser infectado por vírus. E quando falo vírus aqui me refiro a todo tipo de programa malicioso como os cavalos de Troia, spyware e etc. Os vírus também são só a ponta do iceberg, existem várias outras formas de ser lesado na net. Bem, as principais formas de infecção são as seguintes:

  • Instalação: As vezes instalamos o vírus no computador sem saber. Isso é feito quando se baixa programas em sites suspeitos. Espertinhos querendo usar programas comerciais de forma ilegal (keygens) são as vítimas principais desta modalidade. Gente honesta baixando bobagens na net também.
    • Como se prevenir: sempre baixe programas de sites confiáveis, aqueles sites de download grandes e que todo mundo conhece como Baixaki, Softpedia, Filehippo. Exemplos não faltam. Agora se você precisar baixar uma coisa mais exótica como um driver (um programa necessário para fazer algo – como uma impressora – funcionar) procure sempre no site do fabricante. Testar o arquivo de instalação com antivírus ajuda bastante.
  • Downlaod Silecioso?: este aqui ocorre por causa do navegador. Quando o navegador de internet (Internet Explorer, Firefox e Chrome, por exemplo) mostra um site para você ele também baixa uma quantidade grande de arquivos pequenos dos sites por onde você passa. A maioria deles são as próprias páginas, imagens e animações. As vezes ele é enganado por servidores contaminados e baixa vírus. Isso ocorre muito em sites altamente suspeitos como sites pornográficos, sites de crackers e sites que tenham sido invadidos.
    • Como se prevenir: Esse aqui é uma questão de bom senso mesmo e um toque de segurança. Simplesmente evite estes sites a não ser que os conheça muito bem. Outra coisa é sempre ter um antivírus com “proteção em tempo real” (a maioria tem). Estes testam tudo que é baixado e bloqueiam estes ataques simples antes de acontecerem.
  • Invasão: este é mais incomum e basta o computador estar ligado na internet, nem precisa alguém usa-lo. Alguns vírus podem entrar no computador usando falhas no sistema, é como uma ladrão que bate na porta de casa e diz: “carteiro!”. Geralmente são ataques de crackers, sites contaminados ou zumbis (computadores infectados) que fazem isso.
    • Como se prevenir: antivírus mais uma vez, mas aqui surgem dois novos personagens. O Firewall é um programa que funciona como porteiro da internet, ele controla quem entra e quem sai e além de prevenir ataques também deixa sua internet levemente mais rápida (porque evita várias conexões desnecessárias). O problema do Firewall é que ele é um pouco difícil de configurar, nada que seja um sacrifício. Outra coisa que ajuda muito é manter o sistema atualizado. Os famosos Windows Updates servem para isso. Usuários Linux recebem atualizações de todo o sistema o tempo todo e dificilmente são vítimas de invasão.

Um outro caso que vale a pena comentar é o do Pendrive com AIDS. Muitos vírus usam pendrives para passarem de um computador para o outro e isso pode ser usado para contaminar uma rede inteira dentro de uma empresa. Basicamente, quando o pendrive contaminado é colocado em outro computador, o Windows lê os arquivos e acaba instalando o vírus. É uma situação complicada pois há pouca coisa que o usuário possa fazer. Os antivírus ajudam, mas como os vírus de pendrive são bem exóticos, eles nem sempre estão nas vacinas usadas pelos programas. O que fazer? Windows Vista e 7 perguntam quando acham algo estranho no pendrive, então crie o hábito de ler o que ele diz quando te faz uma pergunta. Usuários de Xp (e daí para baixo) devem desativar a leitura automática dos pendrives. (Sinceramente, você deveriam é atualizar o sistema…)

Juntando os pontos o que dá para ver é que a maioria dos nossos problemas com vírus são comportamentais. Notem que na maioria dos casos é o usuário quem trás o vírus para o computador. Invasões só ocorrem em empresas ou casos extremos. Sites que você frequenta e coisas suspeitas que baixa em qualquer lugar são a principal fonte de infecção por vírus. Tenho um amigo que nunca usou antivírus nem firewall e nunca teve problemas com vírus, por que? Comportamento. Criar hábitos saudáveis como baixar arquivos somente de sites confiáveis, manter antivírus atualizado resolvem a maioria dos seus problemas com vírus. Mas não só de vírus que a internet é feita, tem bactéria também =).

Como proteger seu computador de você mesmo?

De nada adianta ter uma casa com grade, cadeado e cerca elétrica que você abre a porta para o primeiro sujeito que bate na porta e diz: “Eu!”. Como vimos acima, a maioria dos problemas com vírus são comportamentais e os golpes na internet também são comportamentais. Tem gente que morre de medo de acessar o Internet Banking, e por isso passa horas na fila feito dona de casa em dia de inauguração de supermercado, por que tem um medo mortal de golpes na internet. Mesmo assim, a maioria dos golpes são dados pela ingenuidade (ou seria falta de bom senso?) dos usuários.

Os tipos de golpes são inúmeros e são muito parecidos com os golpes da vida real: o trapaceiros querem seus dados pessoais. Então vamos pensar um pouco, você dá seu número de CPF, contas e senhas para qualquer um na rua? Não (eu espero). E na internet? Sim (geral e infelizmente). Isso se deve muito ao fato das pessoas não saberem como se defender ou como distinguir as coisas na rede. No mundo real uma loja tem um prédio, atendentes, caras e bocas. Na internet é só uma página e uma página falsa é algo fácil de fazer.

Para se proteger melhor na rede o melhor é entender como ela funciona. Basicamente tudo na internet se resume a duas coisas: páginas e endereços. As páginas podem mudar muito, mas o que importa para sua segurança são os endereços. Como eles funcionam?

Vejamos alguns exemplos:

  • bb.com.br
  • ufma.br
  • www.amazon.com
  • gdh.net

Geralmente um endereço começa com www, mas isso não é obrigatório e não faz muita diferença (por hora). A segunda parte do endereço é chamada de Domínio, é simplesmente o nome do site si e a parte que você deve prestar mais atenção. A segunda parte é um tipo de Categoria de sites. Nem todos tem e como exemplo temos o site da UFMA e algumas instituições. Geralmente os sites usam .com como categoria, mas pode ser .net, .edu, .org e assim por diante, veja uma lista completa dos domínios brasileiros no Registro.br. O último fragmento é o País do site. A maioria dos sites nacionais estão em .br, os sites nos EUA não tem essa parte porque lá é tudo internacional (chique não?). E não é por que um site está no Brasil que precisa ser .br, isso também não é regra.

Às vezes um site tem domínios gêmeos: forum.gdh.net. Esse nome de domínio duplo é chamado de subdomínio, uma forma elegante de ter endereços diferentes para áreas diferentes de um site. Mas preste atenção, isso pode ser usado para esconder um site malicioso, por exemplo: bb.cc.br é endereço que nada tem haver com o Banco do Brasil.

O que temos que prestar atenção aqui é que por mais que você navegue estas partes nunca mudam. Então um site bb.com.br é o site do Banco do Brasil com certeza. bb.net, bb.com.ru (Rússia!) é o que? Sites falsos provavelmente. Como a maioria dos usuários não faz a menor ideia de como funcionam os endereços as vezes os crackers nem se importam em disfarçar e usam qualquer coisa:

Site falso do Banco do Brasil
Olhem bem essa maracutaia que apareceu no meu email a algum tempo atrás. O BB já tirou o site do ar. Notem que é uma cópia bem pobre do login do Banco do Brasil, mas um desatento não perceberia. Todos os links lá funcionavam e apontavam para os lugares corretos no site bb.com.br. Então como saber que é um site falso? Bem, notem o endereço atenticacao2011.veeserve.com. Como já vimos, nenhuma relação com o BB. Dava para descobrir que era treta pelo link do email (como veremos mais abaixo), mas tive a curiosidade de clicar hehe.

Afinal, php é vírus ou não?

É o seguinte, acima falamos de endereços, certo? E as páginas? Bem, primeiro você conhece as páginas dos sites que frequenta então isso não será um problema. O que é mais importante em um site é seu endereço. A terminação do site (tecnicamente: a extensão) tem pouca importância pois páginas maliciosas são feitas de formas tão diversas quanto os sites em si. PHP é só uma das várias linguagens usadas na internet e faz coro com .js, .aspx, .htm, .html. Tem site que termina em extensão alguma. A Wikipedia por exemplo é feita em PHP e as páginas não tem extensão!

Prestando atenção nisto, você resolve 90% dos seus problemas com sites maliciosos. As dicas a seguir são baseadas no que expliquei acima e se aplicam a praticamente todos os tipos de golpes online.

Agora podemos dar uma espiada nas principais formas de enganar o pessoal por aí:

  • Sites falsos: como já foi visto é muito fácil fazer um site falso e com um pouco de atenção também é fácil evita-los. Preste atenção aos endereços e ao comportamento do site caso você já esteja acostumado com ele. Geralmente sites falsos possuem erros grosseiros de ortografia ou são um pouco mais simples que os oficiais.
  • Emails suspeitos: o que é um email suspeito afinal? Geralmente são emails de remetente desconhecido. Mas amigos também podem nos colocar em uma furada. Quem nunca recebeu um email bobo dizendo “Fotos da festa de ontem” que atire a primeira pedra. Isso acontece porque o seu amigo usou o email dele em algum computador bichado e agora os vírus estão usado o endereço dele para se disseminar. Para que se proteger disto a dica é seguir a recomendação do Jornal Hoje: coloque o mouse sobre o link (sem clicar) e espere que o endereço será revelado. É que um link na rede nem sempre tem o nome do seu destino (para onde ele aponta). Um exemplo, para onde este link aponta? http://www.youtube.com/watch?v=PWyLLktTbDw
  • Arquivos e Anexos: geralmente alguns vírus são enviados como anexos ou são baixados ao clicar em links suspeitos em emails ou sites. Você só passará por isso se tiver vacilado nas dicas acima. O que acontece é que da mesma forma que páginas possuem extensões, os arquivos também possuem e isso indica de que tipo eles são. Quando você clica o navegador pergunta se é para baixar e aí, ele diz a extensão. Outra coisa é sempre escolher a opção Baixar/Download quando em vez de Abrir/Executar quando o navegador perguntar o que fazer com o arquivo. Aqui estão os mais comuns:
    • imagens:jpg, jpeg, bmp, png, gif
    • vídeos: wmv, avi, mpg, mpeg, mkv, mp4
    • documentos:pdf, doc, odt, xls, xlsx, docx, opd, ods, txt, ppt
    • compactos: zip, rar, gz, cab
    • programas (podem ser vírus): exe, msi, cmd, com, reg, js

Bem isso finaliza o que queria dizer. Como podem ver, segurança online é uma questão de bom senso e bons hábitos. Tudo se resume a saber como a internet funciona, mesmo que superficialmente e usar isto a seu favor. Claro que existem ameaças muito mais complexas mas crackers tem mais o que fazer do que perseguir pessoas individualmente.

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Bancada ou Mesa?

Este post do The Art of Manlinsess me chamou bastante a atenção. Recentemente tive problemas com a minha cadeira e minha escrivaninha e agora trabalho em uma mesa de bar com cadeira de plástico e tudo. Curiosamente, ela é muito mais confortável do que qualquer mesa de trabalho que eu já tenha usado antes, mesmo assim, causa um cansaço muito grande nas minhas costas e gostaria de uma alternava a isso. Uma das posições mais confortáveis em que já fiquei foi em um balcão, trabalhando hora em pé, hora encostado em um banco alto, daqueles me que tem um “poleiro” para os pés…

Mesa da Brahma
Só não é piada pronta porque eu não bebo :(

O que eles propõe é trabalhar em pé usando uma balcão como mesa. Acho a ideia interessantíssima. Ficar em pé o dia todo cansa porque não estamos acostumados com isso, mas com o tempo os músculos tendem a se fortalecer e você se acostuma. Ficar em pé melhora a sua postura, reduz o acúmulo de gorduras (devido ao maior consumo de energia) e te deixa mais concentrado (uma benção para hiperativos). Eu sou particularmente muito inquieto e levanto toda hora da minha mesa para andar um pouco pela casa porque não aguento ficar sentado por muito tempo. Alias, fazia isso no meu trabalho e em sala de aula também.

Se você ainda tem dúvidas lembre-se: trabalhar sentado faz mal para suas “partes”. Amassa, superaquece e prejudica os nervos. Isso é um fato para homens e mulheres também.

A ideia faz sentido. Temos exemplos como o Lendário e Imorrível Oscar Nyemayer que trabalha em pé enquanto desenha. Um outro exemplo são professores, que só se sentam nos poucos intervalos de aula ou pesquisadores que trabalham em pé nos laboratórios. Alias, já tive a oportunidade de experimentar as duas coisas e não é esse pavor todo que parece.

É importante lembrar que uma parte da circulação sanguínea depende da contração dos músculos esqueléticos. Ficar sentado prejudica muito a circulação.

Pare e pense: quantas vezes você já trabalhou em pé? Quantas vezes já almoçou em lugares com mesa lotada, em balcões. Parece ser cansativo, mas não é, te deixa até mais animado no fim do dia. Infelizmente é um tanto difícil achar uma standing desk onde eu moro. Mas a ideia ficará na Caixa de Ideias por hora. E fica a dica!

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Top 10 de Hábitos Saudáveis

Escrito a partir do original do AskMen

10. Levante com as pernas e não com as costas:
Já ouvi muito isso, demorei para entender também A coluna é uma das partes do corpo que mais sofrem depois da sola dos pés. Primeiro que ela sustenta nosso peso a maior parte do dia e isso é crítico para quem fica o dia inteiro sentado (sim, porque o peso se concentra na lombar). Posturas inadequadas ajudam a acabar com a lombar de uma vez por todas. Mas o que acaba mesmo com as costas é o levantamento de peso. Geralmente quando vamos pegar alguma coisa do chão dobramos para baixo e erguemos seja lá o que for com os músculos dorsais o que cria um pressão incrível sobre as vértebras, isso pode te deixar travado pelo resto do dia. Para evitar, siga a velha dica de agachar levemente e levantar o peso com as suas pernas (que são bem fortes) e não com as costas.

Agachar é difícil? Faça uns exercícios, chegue perto de uma porta ou corredor e fique de cócoras (as paredes são para dar apoio). Desça e suba novamente umas 9 vezes, sempre mantendo as costas eretas, isso ajuda a criar força nas coxas e ter um certo senso de equilíbrio. Na verdade isso é a forma simplificada de um exercício de academia chamado agachamento que faz justamente isso. Uma coisa interessante, no filme Memórias de uma Gueixa há uma cena em que a aprendiz é ensinada a se ajoelhar e levantar-se com a devida elegância. Essa forma de subir e descer ao chão além de elegante é prática e melhora o equilíbrio e preservar as costas. Tanto que muitos dos movimentos dela envolvem ajoelhar e subir carregando coisas. Como fazer isso? Basta descer um dos joelhos mais do que o outro e manter as costas eretas, nada de se apoiar no joelho com as mãos nem no chão.

9. Alongamento
Sabia que uma parte da sua circulação sanguínea é feita pelos músculos do corpo todo? É que o coração só bombeia sangue para fora (o arterial) e é incapaz de puxa-lo de volta (o venoso). Quem ajuda nesta circulação de retorno são os músculos esqueléticos que, ao se contraírem, comprimem as veias forçando o sangue a voltar para o coração. É por isso que quando ficamos parados por muito tempo sentimos o corpo ficar letárgico por causa do sangue se movimentando de forma mais lenta.

Atividade física é excelente para melhorar a circulação do sangue porque além dos músculos esqueléticos ela também fortalece os músculos lisos que envolvem as artérias e regulam a pressão sanguínea. Outra coisa que ajuda muito são alongamentos, eles também tem o efeito de comprimir as veias e ao mesmo tempo fortalecem os músculos e previnem pequenos danos ao longo do dia. Por isso é bom se alongar antes dos exercícios, depois (para ajudar os músculos a se recomporem) e também de manhã e à noite para ajudar ao longo do dia.

8. Respiração
Algumas pessoas respiram pela barriga, essas são péssimas para se fingirem de mortas. Outras orgulhosamente respiram pelo tórax que é uma caixa quase sem mobilidade o que dificulta bastante a respiração. Ambas as formas estão erradas. Quem respira movendo a barriga para frente e para trás apenas cria uma pressão negativa parcial sobre os pulmões que é insuficiente para faze-los respirar normalmente. O tórax vai pelo mesmo caminho. Uma boa respiração é usar o diafragma, um músculo logo abaixo do tórax e acima do estômago. Assim você tem acessa todo o potencial dos pulmões pois o diafragma tem força e espaço para se mover e bombear completamente. Isso além de melhorar a oxigenação e resistência física também ajuda o coração a trabalhar menos pois um sangue melhor oxigenado permite que ele trabalhe de forma mais efetiva.

7. Café da Manhã
Uma das dicas de quem faz dieta é ter o café de um rei. O café é uma das refeições mais importantes do dia, ela dita muita coisa sobre o metabolismo da pessoa. Uma primeira refeição ruim deixa você sem ânimo pelo resto do dia, comendo bobagens para compensar o dia inteiro. Então, de manhã, seja feliz: frutas, café, iogurte, cereais, queijos, sucos, leite, proteínas, tudo integral!

6. Um lanche
Manter-se alimentado ao longo do dia também é importante. E mais importante ainda é o que se come por aí. McComida é um droga, mesmo os lugares mais saudáveis como o Subway são péssimos para lanches. Acontece que comida rápida é cheia de açúcar e gordura, coisas que o corpo processa extremamente rápido. Então uns 5 minutos depois de comer um pacote de biscoito você precisará de outro. Arranje uns açúcares e gorduras mais complexos para que sejam processados mais lentamente como proteína de soja, cereais, frutas e etc… Nosso metabolismo é complexo, contar calorias é perda de tempo, é uma questão de composição nutricional que realmente gerencia o metabolismo.

5. Coma menos e mais
Seguindo as duas anteriores, uma das recomendações é comer menos em cada refeição e comer mais ao longo do dia. Por que isso? Para quem malha é crítico pois a massa muscular em crescimento precisa de energia constante para se manter, na falta de energia o corpo apela para o downsizing e começa a destruir os próprios tecidos para se manter. Então, adeus músculos! Para quem está apenas tentando emagrecer ou apenas com uma atividade física leve a lógica é a mesma, na falta de energia o corpo lança o plano apagão e começa a reduzir o metabolismo para poupar, mas com o metabolismo pela metade você teria que cortar as calorias pela metade também criando um ciclo interminável de cortes orçamento que geram o efeito sanfona. Manter o corpo abastecido com a energia e nutriente que ele necessita ao longo do dia é essencial para a saúde, tanto dos atletas quanto dos nem tão atletas assim.

4. Água!
A maior parte de você é água, quase todos os ciclos bioquímicos consomem ou precisam de água para acontecer. Seus rins precisam dela para funcionar, seu fígado precisa dela para te desintoxicar, os músculos precisam dela para conseguir tônus, até o sangue usa para regular a pressão arterial. Beba muita água, o dia inteiro e toda hora. Tomar 10 litros d’água antes de sair de casa e passar sede o resto do dia é inútil. Para quem está na academia a dica é beber água entre uma série e outra. O corpo precisa de um tempo para absorver e usar o líquido adequadamente.

3. Dormir
O sono não só é importante para o descanso mas para a aprendizagem e o crescimento também. Geralmente crescemos durante o sono, nossos processos de regeneração também se dão durante a noite. O cérebro limpa as sinapses e cria novas conexões à noite. Uma boa noite de sono também faz bem ao coração, não apenas pelo descanso mas também porque reduz a carga de trabalho dele como um todo. A falta de sono também cria ansiedade. Cuidado para não dormir demais, isso deixa você se sentido péssimo ao logo do dia. Procure ter pelo menos 6 a 8 horas de sono por dia.

2. Exercite-se regularmente
Essa também é conhecida de todos. A atividade física regular trás muitos benefícios ao corpo como o fortalecimento muscular (lembre-se que o coração é um músculo, ele também fica mais forte quando é bem usado), melhor circulação sanguínea, melhor respiração, desintoxicação, melhor concentração, maior resistência e por aí vai. Uma coisa interessante é que o coração de quem pratica atividade física bate mais devagar em repouso, geralmente 40/min, em relação ao dos sedentários, até 120/min. Isso acontece porque o coração “sarado” tem mais força e precisa bater menos para bombear sangue. Isso ajuda a evitar o desgaste do coração ao longo da vida.

Uma coisa importante, a recomendação é atividade física moderada ao menos 3 ou 4 vezes por semana. E o futebol no fim de semana? É uma péssima ideia, a regularidade da atividade é que trás o benefício. Os chamados atletas casuais estão sujeitos a uma carga repentina sobre o coração que dependendo das condições do mesmo pode ser prejudicial.

1. Atividade no Dia-a-Dia
Suba as escadas até o seu escritório, desça uma parada antes ou depois da sua todo dia, vá andando para o supermercado. Essas coisinhas que fazemos todos os dias são importantes para nossa saúde. Ajudam a perder peso, a ganhar um pouco de resistência e conhecer alguém pelo caminho. Essa atividade física fragmentada e diária apenas complementa a atividade física que falei antes, não a substitui de forma alguma, mas sem dúvida ajuda.

Biologia + Ciências Naturais

Para que servem as correntes de email?

Se tem uma coisa que me diverte são essas correntes de email. Antigamente elas tinham o propósito claro de serem simpatias idiotas de gente que não tem o que fazer. Para piorar, tem gente que realmente não tem o que fazer e envia corrente pelo correio!

Usei os correios pela primeira vez ano passado. Odiei!

Isso mesmo, dia desses caiu na minha caixa de correio (que conste nos autos! aquela que o “homem-amarelo” usa para depositar multas do DETRAN) uma daquelas correntes que nem se vê mais:

Nossa Senhora Edwiges das Cucuias Milagrosas, faz jumento falar, faz cego andar, blablablablablablablabla, não sei quem nos Estados Unidos (Mr. Smith?) ganhou não sei quantos mil depois de passa a corrente…. não sei quem na Índia morreu em uma queda de avião enquanto dirigia um carro….mande para umas 6 pessoas… que Deus te lasque!”

Geralmente na mensagem o pessoa coloca:

“Vamos enviar pessoal, não custa nada… mimimimi”

Mas essa aqui custou. Deve ter custado no mínimo 10 Centavos, que é o preço médio de uma Xerox por aqui. Fora a pessoa ter andado uns 5km colocando essa droga na correspondência alheia. Bem, que se dane. Eu vim aqui para falar de coisas reais e impactantes de verdade. O problema das correntes de email é que elas ganharam um novo propósito, muito mais interessante e uma roupagem muito mais perversa.

Lembro que no começo de 2010, recebi um email que era mais ou menos assim:

“Ajude a pobre menina Michele, ela tem 2 aninhos, está com uma forma grave de câncer no cérebro, incurável, vai morrer em 2 meses…blablablablablablaDEUS te dará em dobroblablablablablaQuem não se emociona não tem coraçãoblablablablablablabla…..”

(aí vem a parte interessante):

“Envie para todos os seus contatos! Para cada email que você enviar, a AOL doará uns 30 centavos para a família….”

Pronto é basicamente isso. Tinha até foto da menina, ela tinha era uma pereba na pele que diziam ser o câncer já saindo pela superfície do corpo, nada haver.

Continuando, em 2011, no final do ano recebi uma nova corrente que dizia assim:

“Ajude a pobre menina Raquel… blablablabla(ctrl + c/ctrl + v: i love you)blablablablablablablabla….”

Era a mesma, menina, a mesma foto, a mesma doença, outro ano, outro nome e 12 meses depois. Existem várias correntes assim. Tem uma que o Bill Gates (que não é mais o cara mais rico do mundo a tempos diga-se) vai DAR para você um dólar a cada 100 vezes que você reenviar a mensagem. Tem outra que a AOL, ou o Google te dão dinheiro só para você reenviar a mensagem. Todas são o mesmo esquema. Vamos fazer algumas reflexões:

1. A menina com câncer/sequestrada/sequelada, como ela sobreviveu mais de um ano depois?
R: Com a graça do Senhor! Amém!

2. Por que a Microsoft, o Bill Gates, a AOL, o UOL, o Google, e seja lá quem for está dando dinheiro assim de graça?
R: Eles não estão dando dinheiro pra ninguém, nem para os funcionários, querem mais é que você se DANE! VÁ PROCURAR TRABALHAR!

3. Como eles sabem que eu encaminhei a mensagem?
R: Eles não sabem, ninguém sabe, só quem recebeu a mensagem. Essas empresas/pessoas não tem nada haver com isso.

4. O que realmente são essas correntes de email?
R: Eis uma boa pergunta…

Já pensei em algumas possibilidades. A que me parece mais correta é que a corrente de email é uma forma de coletar emails das pessoas. Funciona assim:

Você envia para todos os seus contatos e cada vez que são enviados os emails vocês fazem o favor de enviar também essa linda e imensa lista de emails que vem antes de cada mensagem por causa do encaminhamento. Sim, essa lista enorme que fica antes da mensagem é a grande jogada. Um dia essa mensagem chega no email de quem a enviou originalmente (um cracker/spammer), e quando chegar terá uns 10.000 emails incautos lá. Estas listas de emails podem ser usadas para muitas coisas:

  • Fazer cadastros em sites
  • Enviar Spam
  • Sequestro de identidade online
  • Fraudes bancárias

Entenderam? A corrente de email é uma forma simples e prática de conseguir uma lista enorme de emails válios que pode ser vendida ou usada para fins criminosos de todo tipo. Agora você sabe como funciona uma corrente de emails…

PS: Hoje recebi uma dessas e tive a curiosidade ver o andamento das coisas. Lá perto da mensagem tem um email solitário da pequena pessoa que enviou, talvez seja o cretino por trás de tudo, ou apenas mais um incauto que a encaminhou. A mensagem começa em 22 de Março de 2011 às 13:09. Logo em seguida é encaminhada dia 23 de Março de 2011 às 9:33, 16:30 e 20:59. Estamos menos de 24 horas depois e já dá para contar uns 300 emails no corpo de texto…. e a loucura segue, contei uns 27 encaminhamentos entre Hotmails, funcionários da Petrobras, usuários da Globo.com e assim por diante até que chegou em uma amiga minha e ela encaminhou para mim.

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O Monge e o Lixeiro: Levando uma vida mais leve

Uma vez disse a uma amiga (o twitter todo sabe que é a @camillahelena) que jogar o passado para trás faz o futuro ficar mais próximo. É assim que eu penso quando se trata de renovar os pensamentos e tudo mais na vida. Acredito que uma boa forma de recomeçar seja literalmente arrumando a casa. As vezes fico de saco cheio da vida e começo a jogar coisas fora e essa é a melhor maneira de esvaziar a cabeça dos pensamentos. Harry Potter tem uma penseira para guardar pensamentos e lembranças ruins, eu tenho uma lixeira de verdade!

O que me inspirou a escrever isto foi um artigo do Lifehacker contendo “6 dicas para viver com apenas 100 coisas“. A ideia nele é que as pessoas podem ser mais felizes levando uma vida mais simples e leve carregando menos coisas consigo o que sugere uma filosofia parecida com a do budismo. Nesta tradição o desapego às coisas materiais não é mera questão de fazer voto de pobreza, o desapego faz a pessoa se libertar da ansiedade de perder coisas substituíveis e reconquistáveis. Concordo em muito com essa ideia. Faz bastante tempo, tive que fazer uma longa, divertida e tortuosa viagem. Fui de São Luís – MA para Caxambu – MG, para participar do Congresso de Ecologia, em um ônibus nada confortável para um sujeito de 1,80m. Pela primeira vez na vida saia do meu estado natal e tinha que arrumar as malas pra valer, alguns dias de estrada, outros de evento, mais outros de estrada, sem lavanderia… (uns 8 dias no total). Durante a viagem, percebi que muita coisa que havia levado comigo era desnecessária: um caderno, dois tênis, um par de cintos, muita bagulho na bagagem de mão…

Se pudesse arrumar minha mala novamente teria levado só metade das coisas que levei, teria usado a mala média cheia em vez da grande lotada. Quando voltei para casa decidi que poderia viver (melhor) se eu tivesse menos coisas. Então comecei a caçar uns culpados no meu quarto. Na época, eu colecionava várias coisas: revistas, material de escritório (tenho estoque de alguns até hoje), caixas vazias (para guardar coisas), ferramentas, coisas que eu UM DIA precisaria e assim por diante. Joguei tudo fora, doei a coleção de revistas (para um bando de analfabetos funcionais que as usaram como calço de mesa =/), reduzi minha caixa de ferramentas, usei umas coisas que estava economizando, reciclei umas anotações transformando-as em blocos de notas (agora tenho tudo em txt, quase nada de papel) e etc. Devo ter jogado uns dois sacos de lixo, grandes, cheios de coisas fora. Não foi só no quarto que dei uma geral, meu pc não escapou. Me livrei de uns filmes que só assisti uma vez, de umas músicas que não gostava tanto, de uns programas que já não tinham tanta utilidade e até uns favoritos que não frequentava tanto. Agora tenho um quarto mais limpo, um computador mais organizado e uma mente menos preocupada. Entretanto é preciso ficar sempre atento. Estou revendo meus conceitos constantemente, sempre revendo o que realmente preciso, quais arquivos uso, que ferramentas são úteis. Sempre procuro novos e melhores programas para meu PC. Agora por exemplo, sacrifiquei um aplicativo que sempre me fora muito útil porque encontrei um substituto mais prático. Estou sempre revisitando minhas fontes de informação (feeds) para ver quais realmente estão me trazendo notícias relevantes. O mesmo pode ser aplicado a sua caixa de emails. Quantos emails você recebe por dia que são só mensagens automáticas tipo “Fulano te seguiu no Twitter” “Beltrano falou mal de você no Facebook…”? Cancelei o recebimento de TODAS elas. Embora eu tenha que ir no Facebook para ler minhas mensagens, passo bem menos tempo lá do que antes, interessante não?

O que fazer para esvaziar sua mente e viver tranquilamente:

  1. Leve consigo somente o que pode carregar:  essa vale para a sua mochila e para a sua casa. Repense suas coisas, você precisa mesmo de uma mochila? Você precisa mesmo andar com o Notebook onde for? Precisa de um caderno? Eu tenho um fichário e um pendrive, só. Isso quando não saio de casa sem nada. E sua carteira, quantos cartões de crédito, visita, calendários, simpatias você carrega nela? Siga a política do escoteiro e livre-se de tudo que você não precisa realmente.
  2. E se… um dia eu viajar para o Polo Norte?: as vezes guardamos coisas com a esperança de usa-las no futuro. Eu tinha um pilha de folhas de papel pardo que achei em algum lugar no longínquo 2009 e não usei até agora. A não ser que você tenha achado alguma coisa legal e esteja planejando usa-la em breve, você dificilmente irá usa-la no futuro.
  3. Reciclagem e outras coisas verdes: algumas coisas estão guardadas por puro apego, outras esperando por um destino, então dê um destino a elas. Eu tinha vários cds de instalação dos meus antigos computadores, nunca usei a maioria, cabos, peças, manuais de instrução; joguei tudo fora, exceto os cds. Simplesmente comecei a cola-los na parede, agora são decoração. Veja se tem cosias guardadas por aí que possam ser utilizadas de outra forma. Caixas de papelão velhas são ótimas lixeiras e caixas de sapato são boas para organizar material de escritório. Quem compra muito pela internet tem pilhas disto. Outra coisa são cabos velhos, alguns podem ser vendidos. Outros transformados em varal! Aquelas toalhas velhas e surradas que mais arranham do que secam viram excelentes panos de chão.
  4. Vida na Rede Social: diminua a quantidade de email que você recebe, isso ajuda muito a se concentrar no que é realmente importante. Vejamos, dei a dica do Facebook lá em cima, mas é só o começo. Livre-se também das notificações de aplicativos bloqueando-os. Faça o mesmo com Orkut e Twitter, cancelando a notificação de novos followers e etc. Deixe as mensagens diretas, as vezes são importantes. No email, exclua e marque como spam sem dó nem piedade .  Isso deve diminuir a quantidade de email que você recebe por dia em pelo menos 80%. E sites, quantos cadastros em sites você já tem? Que tal se livrar de alguns que não veem login a mais de 2 meses?
  5. Seja caridoso, Gafanhoto: que tal dar uma de “do bem” e doar umas coisas? Assim você se livra de uma coisa que não precisa e ajuda alguém que precisa. As poucas coisas que tenho guardas ainda estão esperando a época das gincanas sociais das escolas que é quando os alunos passam de porta em porta no meu bairro pedindo doações. Aí eu aproveito e carrego eles de coisas, principalmente material de escritório.
  6. Sistema Operacional: uma das melhores dicas é livrar-se de coisas monotarefa  e adotar um estilo multitarefa. Por exemplo, tenho poucos programas em meu computador, a maioria deles agrega funções diversas e automáticas. Livre-se das rotinas e deixe que elas cuidem de si mesmas! Crie modelos de documentos e use-os para poupar trabalho. Adote programas que agregam funções diversificadas, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo. Seja prático e adote ferramentas assim no dia-a-dia. Seu telefone tem uma agenda mágica que sincroniza com os compromissos com o computador e tudo?  Que tal uma agenda de papel mesmo? Que tal a faca do Rambo em vez de um faqueiro?
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Monografia com o OpenOffice: Estilos de Parágrafo e Página

Normalizar uma monografia é uma das coisas mais trabalhosas que já vi alguém fazendo. Geralmente passa-se 40% do tempo escrevendo texto e os outros 60% formatando. Há quem pague para outra pessoa fazer isso e conheço quem ganhe a vida assim. E não é só monografia de tira o sono, formatar artigos também é um suplício para alguns. De fato, a maior parte deste esforço é desnecessário. Programas como o Writer do OpenOffice/LibreOffice e o próprio Word são perfeitamente capazes de criar formatação riquíssima usando recursos relativamente simples que automatizam todo o processo de diagramação e formatação. Mesmo o gerenciamento das referências pode ser automatizado. Aqui, descreverei como formatar uma monografia usando o Writer e farei alguns comentários sobre como fazer o mesmo no Word. O foco aqui é dominar as principais ferramentas de formatação como os estilos e configurações do arquivo que tornam nossa vida mais prática. Nada de usar TAB para fazer parágrafos!

Definindo Normas

A primeira coisa a se fazer é definir normas que serão aplicadas ao documento. No nosso caso, usaremos as normas de monografia da ABNT. Para texto usarei o clássico dos clássicos: Lorem Ipsum! Produzido pelo site lipsum.com. Como referência, estou usando o livro:

Nahuz, C. D. S.; Ferreira, L. S. Manual para normalização de monografias. 4ed. São Luís, Visionária, 2007.

Vamos à disposição gráfica:

  • Formato
    • Página A4
    • Fonte Padrão 12 com 10 para citações longas (usarei Dejavu Sans 10/9 que dá o mesmo tamanho da Times 12/10)
  • Margens
    • Superior 3cm
    • Inferior 2cm
    • Esquerda 3cm
    • Direita 3cm
    • Início de parágrafo 2cm da margem esquerda
  • Disposições
    • Títulos sem numeração (que ficam antes e depois do texto em si como REFERÊNCIAS, APÊNDICE, AGRADECIMENTOS…) devem ficar sempre em caixa alta e sem qualquer outro caractere
  • Espacejamento
    • Nos parágrafos: 1,5
    • Em todos os elementos de texto menores como legendas, citações longas, notas, pré-textuais: simples
    • Entre as referências: simples, com dois parágrafos entre uma e outra
    • Entre os títulos e as seções: dois parágrafos de 1,5
    • Entre Numeração e os títulos: um espaço de caractere
  • Paginação
    • As páginas devem ser contadas a partir da ficha catalográfica em algarismos romanos no pré-texto. A numeração arábica fica a partir da primeira página do texto normal
    • A numeração fica no alto, fonte 10 (9 no nosso caso) a 2cm da borda superior, alinhada à direita.

Agora que já temos nossas normas e nosso texto, podemos começar. Primeiramente, vamos criar um arquivo em branco e colocar as suas devidas seções de texto. Ignore formatação por hora. Essas seções servem para guiar o nosso trabalho. Para estes exemplos, estou usando as seções típicas de uma monografia como Resumo, Sumário, Referências, Capa, Contra-capa e etc…

Definições: Pré-texto é o que vem antes de introdução como sumário, resumo, capa e etc. Texto é o que vai de Introdução a Conclusão, ou seja, o texto em si. Pós-Texto é tudo que vem depois de Conclusão como Referências, Apêndices, Anexos e etc…

Sobre os Estilos ODF

O OpenOffice possui um recurso muito legal que são os estilos. Para quem já trabalhou com HTML os estilos são muito semelhantes aos CSSs da vida. Para quem não sabe do que estou falando, o estilo é basicamente uma formatação pré-programada que pode ser aplicada sobre o texto. O que é legal do OpenOffice é que existem estilos de quase tudo: de caractere, de parágrafo, de texto, de página, de quadro, de listas… Configurando os estilos, toda sua formatação fica completamente automatizada. Tudo que for escrito em um estilo, terá a aparência e formato do estilo. É por isso que quando se copia e cola texto de um arquivo para outro, as vezes, o texto colado fica com uma aparência estranha. Isso acontece porque os estilos também são copiados e colados de um documento para o outro. Por isso é importante prestar atenção aos estilos que estão sendo utilizados. Praticamente toda a formatação do documento que nós faremos aqui é baseada em estilos. Então a maior parte deste texto será explicar como configurar cada um dos estilos que utilizaremos e discutir algumas boas práticas. O resto é simples copiar e colar.
Primeiro vamos ver um pouco sobre cada um dos estilos do OpenOffice:

  • Estilo de Caractere: semelhante ao estilo de parágrafo, mas este aqui contém formatações específicas para as fontes e apenas para elas. Serve para formatar as fontes sem ter que mexer no parágrafo todo.
  • Estilo de Parágrafo: define a aparência de um parágrafo. Elementos como espaçamento, disposição, cor, capitulação, alinhamento, bordas e etc… estão por aqui. É o estilo que mais tem opções. E é aqui que fica a maior parte do nosso trabalho.
  • Estilo de Quadro: controla alguns aspectos gerais de quadros de texto. Quando você cria uma legenda de figura, na verdade é um quadro que a contém. Este estilo é bem simples.
  • Estilo de Lista: estilo que gerencia aparência de listas. No nosso caso, usaremos para configurar as alíneas e subalíneas do texto. Também é bem simples.
  • Estilo de Página: configura o a disposição da página, tamanho, cabeçalhos, rodapé, plano de fundo e etc. É bem simples mas tem implicações importantes para nós.

Criando e Configurando Estilos de Página

Estilos e Formatação
Caixa de Estilos e Formatação, aqui se tem acesso a tudo sobre os estilos

O estilo de página controlará os elementos mais espinhosos da norma. Embora ele seja simples, o OpenOffice usa os estilos de página como referência para várias formatações automáticas que nos serão úteis. Uma coisa que frita o juízo de muita gente é: Como colocar dois tipos de numeração em tipos diferentes de página? Já vi todo tipo de solução tosca para isso. A maioria delas envolve colocar o pré-texto em um arquivo separado do texto e pós-texto. Fora que colocar os números das páginas manualmente é muito comum. Já imaginou, escrever o número de cada uma das 200 páginas de uma tese? Outra que mata muita gente é: Como criar uma página em paisagem? Por isso o estilo de página é tão importante. Ele fará isso para você de forma totalmente transparente, confiável e simples.

Para ter acesso aos estilos de um modo geral, abra a caixa Estilos e Formatação. Pode ser acessada da barra de ferramentas ou em Menu > Formatar > Estilos e Formatação (atalho F11). O Estilo de Página é o penúltimo botão, com uma paginazinha dobrada.

Note que já temos vários estilos disponíveis. O pessoal do OpenOffice foi esperto e os arquivos ODF já vem com vários estilos padrão que já fazem bastante coisa. O documento sempre usa o estilo Padrão para novos arquivos. Para mudar o estilo das páginas do documento basta escolher um estilo na lista. Note que isso muda todas as páginas do documento. Para mudar uma ou outras, veremos a seguir. Note que você pode criar seus próprios estilos como quiser, mas procure sempre usar os que já existem, isso simplifica o trabalho.
Precisaremos do seguintes estilos:

  • Padrão: usaremos para configurar as páginas do Texto, que receberão numeração arábica e serão listadas no sumário.
  • Primeira Página: usaremos não só para a primeira pagina, mas para todas as páginas que antecedem a Ficha Catalográfica.
  • Pré-Texto: este não existe, teremos que criar. Servirá para as páginas entre a Ficha Catalográfica e a Introdução. Estas terão os benditos algarismos romanos. São o Pré-Texto.
  • Paisagem: esta aqui terá a página em paisagem, usaremos para criar uma página em paisagem no meio das outras sem ter que recorrer a outro documento só para isso.

Configurando Estilos de Página

Os estilos de página são bastante intuitivos. Cada aba representa um aspecto da diagramação:

  • Organizador: este aqui existe em quase todos os estilos. Serve para criar relações entre eles e colocar nomes. Um elemento importante aqui é o “Próximo Estilo”. Ele define qual será o próximo estilo de página. Por exemplo, em “Primeira Página” o próximo estilo é “Padrão”. Assim quando você aplica o estilo de página, ele afeta apenas as páginas acima dele e não abaixo.
  • Página: controla os tamanhos de margem, orientação, tipos de página e elementos de layout
  • Plano de fundo: você pode definir uma cor de plano de fundo ou um padrão ou uma imagem. Note que o plano de fundo vai até os tamanhos das margens. Se você quiser que o plano de fundo ocupe toda a página, use margem zero.
  • Cabeçalho e Rodapé: estes aqui são idênticos e definem os espaços para os cabeçalhos e rodapés. Uma característica interessante é fazer com que um certo cabeçalho ocorra somente é página direita ou esquerda. Como? Desmarque “Mesmo conteúdo esquerda/direita” para ter textos personalizados para cada lado.
  • Bordas: é possível colocar bordas na página. Bordas translúcidas são uma opção quando você estiver usando a margem zero em um documento e quiser uma formatação bonita mesmo assim.
  • Colunas: é aqui que é definido se o texto é um bloco ou colunas. Para ter páginas diferentes com colunas diferentes, use estilos diferentes de páginas para alternar os tipos de colunas de texto.
  • Nota de Rodapé: configura notas de rodapé, parece com a configuração do Rodapé em si…
Configurando Estilos de Página
Opções disponíveis do estilo de página

Configurando o Primeira Página: Este aqui não tem mistério. Coloque as margens no padrão ABNT, sem rodapé e sem cabeçalho. Também configure o próximo estilo como Primeira Página, isso simplifica nosso trabalho mais adiante. As demais opções são padrão.
Configurando o Padrão: Este aqui é importante pois será a maior parte do documento. Ative Cabeçalho, pois a numeração fica nele. Rodapé fica de fora. Como é uma monografia, as páginas esquerda e direita terão os mesmos conteúdos. Portanto, deixe “Mesmo conteúdo esquerda/direita” ativado. E só.

Curiosidade: o OpenOffice mede a distância do cabeçalho a partir da margem da página e não a partir da borda da página. Então se colocarmos a margem ABNT para a página e para o cabeçalho, este ultimo ficará longe de mais da borda da página. Desconte 1 cm da borda superior para que o cabeçalho fique correto então.

Configurando Pré-texto: Este aqui segue a mesma configuração do “Padrão”, ele serve apenas para que o OpenOffice saiba a diferença entre cada tipo de página na hora de fazer as numerações.

Para criar um estilo baseado em outro clique com o direito sobre o “estilo pai” e escolha “Novo…”. Batize o novo estilo e pronto! O novo estilo herdará as configurações de seu estilo pai, isso nos poupa tempo e permite usar o pai como referência para criar modificações em cascata.

Configurando Paisagem: Segue as mesmas configurações de Padrão, exceto que a orientação é Paisagem.

Curiosidade: a margem esquerda de 3cm é para dar espaço para a encadernação. Como a orientação de paisagem é virada de lado, a margem de 3cm da esquerda fica como superior e a margem de 3cm superior fica como direita.

Aplicando Estilos de Página:

A aplicação de estilos de página envolve um processo levemente diferente do usado nos estilos de parágrafo e caractere pois as páginas são mais rigorosas entre si do que o texto. Para definir o estilo de uma página, geralmente basta clicar nela e selecionar o estilo. Mas para aplicar estilos diferenciados para sequencias de páginas isso complica um pouco. Para que funcione direito, tanto a formatação quanto a numeração, é necessário definir até que página vai cada estilo de página e isso é feito usando Quebras de Estilo. Mas é bem simples:

  • Defina as páginas como Primeira Página. Agora vamos em Ficha Catalográfica, que é onde começará o Pré-Texto para aplicar a quebra.
  • Vá em Menu > Inserir > Quebra Manual e escolha “Quebra de Página” para pular uma nova página.
  • Escolha também o estilo das próximas páginas em “Estilo” (neste caso Pré-Texto).
  • E ative “Alterar número da página”.
Inserindo Quebras
As quebras de coluna são para pular de uma coluna para outra quando houver este tipo de formatação. Para inserir uma quebra de página comum basta um Crtl + Enter.

Isso quebra a sequencia de páginas, agora com numerações diferentes e com estilos diferentes. Repita este procedimento em Sumário para criar a série de páginas com estilo “Padrão” e com a numeração própria. Note que na barra de status do OpenOffice agora a numeração de página diz em que página você está tanto do documento, página da seção e qual seção do documento:

Detalhe da Barra de Status
Note que dá para ver em que seção do documento se está e qual página da seção em relação ao todo.

Importante: se você for inserir o estilo Paisagem, precisará prestar atenção a alguns pontos. Primeiro, este estilo provavelmente será uma ou duas páginas no meio de outro estilo. Mas você quer que a numeração de página prossiga normalmente nestas páginas e nas posteriores certo? Ao criar a Quebra de Página que leva ao Paisagem, desmarque “Alterar número de página”, isso quebra o estilo sem quebrar a numeração da sequencia. Agora todas as páginas pós-quebra são Paisagem, para delimitar o alcance, insira outra quebra usando o estilo que você quer recuperar – Padrão, por exemplo – quebrando o estilo sem quebrar a numeração novamente.

Numeração de Páginas:

Agora vamos colocar a tão problemática numeração de página. Clique em um Cabeçalho de Pré-texto vá em Menu > Inserir > Campos > Número da Página. Pronto. Note que a numeração só foi inserida em um dos estilos de página, neste caso, as páginas que estão como Pré-texto. Você precisa inserir para o outro também, além disto, cada um tem uma numeração distinta. Para configurar o tipo de numeração (arábica ou romana), clique com o direito sobre o número e escolha “Campos…”. Lá você pode definir o tipo de numeração e criar atrasos na numeração com a opção “Deslocamento” caso precise. Pronto! Temos um documento com numerações de páginas distintas para cada seção interna, devidamente formatadas e configuradas. Atente que as numerações ainda estão fora da norma ABNT de fonte, tamanho de fonte, alinhamento e etc… Isso será feito logo a seguir.

Editando Campos
Existem opções até demais aqui.

Importante: Poderíamos ter criado numerações diferentes de página sem usar o estilo Pré-Texto. De fato, podemos criar quebras de numeração sem usar quebras de estilo. Mas isso tem uma implicação. Todas as numerações sob aquele estilo, mesmo que pertençam a seções distintas do documento, terão o mesmo formato de numeração. Como aqui queremos que além de numerações diferentes também tenham caracteres diferentes, tivemos que usar estilos diferentes.

Criando e Configurando os estilos de Parágrafo

A configuração de estilos de parágrafo é bem complicada porque estes têm uma relação de hierarquia entre si. Por exemplo: se você muda alguma coisa em estilo Padrão, todos os estilos “dentro” dele herdam a mudança. Isso pode ser uma dor de cabeça, ou não. O legal dos estilos de parágrafo é mudar toda a formação de todo o texto de interesse com um único toque, sem ter que ficar catando letra por letra como o pessoal faz por aí…

Configurando Estilos de Parágrafo:

Os estilos de parágrafo são a primeira opção da caixa Estilos e Formatação. Vamos às opções:

  • Organizador: assim como nos estilos de página, controla as relações entre estilos. No caso de “Padrão” o próximo estilo é “Padrão”, afinal você quer usar o mesmo estilo continuamente pelo texto. Para estilos que regem títulos, o próximo estilo geralmente é “Corpo de Texto” porque depois do título retomamos a escrita normal.
  • Recuos e Espaçamento: controla o espaço de primeira linha, recuos de parágrafo, espaçamento de entrelinhas, de parágrafo…
  • Alinhamento: controla os alinhamentos: esquerda, direita, centralizado, justificado…
  • Fluxo de Texto: este é interessante, permite inserir quebras ou impedi-las. Se você não quer que um parágrafo comece em uma página e termine em outra marque “não dividir parágrafo”. Isso força os parágrafos a se comportarem como blocos de texto. Você também pode induzir quebras de página automaticamente para certas seções do texto. Quer começar cada título em uma página nova? Marque Inserir > Quebras. É possível inserir até mesmo quebras de estilo de página e numeração usando isso.
  • Fonte: permite escolher a fonte, tamanho, estilo de fonte e idioma do parágrafo (para correção ortográfica). Isso vai ser legal no Abstract, criaremos um estilo só para ele em língua estrangeira.
  • Efeitos de Fonte: aqui são definidos enfeites em geral com Cor, Caixa Alta, tachado, sublinhado…
  • Posição: controla coisa pouco utilizadas como texto vertical, espaçamento de caracteres…
  • Estrutura de Tópicos e Numeração: se o seu parágrafo é uma lista ou faz parte de uma numeração, é aqui que é feita esta configuração. Os estilos que controlam os títulos ganham sua numeração a partir daqui.
  • Tabulação: inclui tabulações automaticamente em um parágrafo com o estilo configurado.
  • Capitulares: sabe quando um texto começa com aquela letre enorme de início de capítulo? É aqui que se define se o estilo é para isso ou não.
  • Plano de Fundo: para criar texto marcado.
  • Bordas: criar bordas em torno do parágrafo. Geralmente fica como uma caixa em torno do parágrafo, pode ser usado para criar efeitos legais em títulos ou citações. Mas não usaremos aqui porque a ABNT não inclui essas coisas…
Estilos de Parágrafo
Estilos de Parágrafo são os mais importantes, regem a maior parte do texto.

Agora vamos configurar cada estilo a ser utilizado. Eu já coloquei o texto que usaremos no documento para facilitar a visualização:

Tome cuidado ao Copiar e Colar texto no seu documento. Lembre-se que as formatações são importadas junto, bagunçando os estilos. Sempre cole o texto usando opções como “Colar Especial” e “Colar como texto não formatado”. Se você já fez a lambança, selecione o texto ímpio e na barra de ferramentas, na lista de estilos, e escolha “Limpar Formatação”. Isso reverte o texto para o estilo Padrão.

Opções do Estilo de Parágrafo
Opções do Estilo de Parágrafo

Os estilos de parágrafo que precisaremos são muitos, então focarei em apenas alguns grupos principais:

  • Padrão: este estilo é o pai de todos os outros, o que for configurado aqui refletirá em todo o texto.
  • Corpo de Texto: embora seja uma cópia fiel do Padrão, é melhor usa-lo para o texto em si do que seu superior. Assim, você pode inserir configurações específicas sem que elas tomem de conta de tudo no documento.
  • Título: este estilo e seus seguidores controlarão os títulos, subtítulos dos textos e várias outras coisas nos documentos. Eles são importantes porque o OpenOffice os usa como referência para criar Sumários e Índices.
  • Legenda: é um grupo de estilos que formatam as legendas de quadros, imagens e etc…
  • Índice: um conjunto de estilos que você não usará diretamente. Controlam a formatação de Sumários e Índices. Veremos isso no final.
  • Cabeçalho e Rodapé: controlam os estilos das suas respectivas seções. Note que existem variações, caso você tivesse usado a opção de rodapés diferentes para as páginas esquerda e direita.
  • Conteúdo de Tabela: conjunto que controla a formatação de tabelas e seus cabeçalhos.
Usando o estilo de Abstrac e Resumo
Usando o estilo de Abstrac e Resumo

Configurando Padrão: Como este aqui tem implicações nos outros, não faremos muita coisa. Usarei no documento a fonte Dejavu Sans tamanho 10, Justificada, fluxo de texto deve incluir “não dividir parágrafo”, entrelinhas de 1,5, idioma Português Brasileiro. Por enquanto vamos deixar a Primeira Linha como está. Só de editar este estilo, quase todo o texto do documento teve ter mudado imediatamente. Viram como é prático? Agora vamos aos outros.
Configurando Corpo de Texto: Este controlará o texto em si. Como é subordinado de Padrão as configurações acima já estão prontas, precisamos apenas acrescentar a endentação de 2cm na primeira linha, feita em “Recuos e Espaçamento”. Note que este estilo tem estilos subordinados também que controlam conteúdo de quadros de texto e notas.
Configurando Legenda: Só precisamos configurar o mestre que os subordinados seguirão. Nas legendas usaremos texto sem entrelinhas (espaço simples), fonte dejavu sans tamanho 9 e coloque o alinhamento como esquerdo para evitar complicações com textos curtos.
Configurando Cabeçalho: É agora que mudaremos o alinhamento do cabeçalho para a direita e colocaremos a fonte dejavu sans tamanho 9. Espero que tenha resistido até aqui em fazer isso manualmente…

Como este estilo controla todos os textos no mesmo estilo esta modificação afetará tanto o cabeçalho das páginas Padrão quanto das páginas Pré-Texto. Se desejar um estilo diferente de cabeçalho para cada tipo de página então defina estilos diferentes de cabeçalho em cada seção do documento.

Configurando Citação Longa: Só para o caso de alguém precisar fazer uma citação longa, a configuração do estilo é dejavu sans tamanho 9, espaçamento simples, endentação de 4cm para todo o parágrafo em vez de primeira linha (use a opção “Antes do texto”).
Configurando Abstract e Resumo: Estes dois blocos de texto tem uma configuração especial. Como a norma diz que o resumo não tem parágrafo e fica com espaçamento simples, teremos que criar um estilo para cada um dos dois com espaçamento simples, fonte normal, e endentação de primeira linha zero. O “Abstract” será um subordinado de “Resumo” com o idioma diferente.
Configurando Referências: Mais um estilo que precisaremos criar. Ele terá espaçamento simples, alinhado à esquerda e endentação zero. Servirá para formatar as referências do texto.

Usando o estilo de Referências
Usando o estilo de Referências

Configurando Corpo de Texto Recuado: Este estilo é um dos subordinados de “Corpo de Texto”, irei usá-lo para formatar aquele fragmento que fica em baixo do título do documento, lá nas primeiras páginas. Basta colocar o espaçamento como simples e endentação de 8cm para o parágrafo.

Estilo de texto recuado
Estilo de texto recuado

Você pode seguir criando estilos para cada bloco de texto que precisar. Neste exemplo, não fiz estilos para capa e contracapa porque são fragmentos pequenos e únicos que posso formatar manualmente.

Configurando Títulos:

Estes aqui possuem especificidades porque teremos que lidar com vários tipos de título. Vamos começar pelo básico.

Curiosidade: é possível definir o tamanho da fonte em relação ao estilo pai. Por exemplo, se “Título” tem fonte tamanho 10, você pode definir a fonte de “Título 2” como 120%, ou seja, 20% maior que em “Título” e assim por diante. Assim você pode mudar o tamanho relativo de todas as fontes de todos os títulos apenas mudando a fonte do estilo pai.

“Título” define um grupo, você não o usará diretamente no texto, mas pode se quiser. “Título 1”, “Título 2”, “Título 3″… são títulos e subtítulos do documento, servem para definir seções e subseções que serão usadas para criar o Sumário. Ativarei em “Título 1” a opção Fluxo de Texto > Inserir > Quebra de Página > Antes. Isso porque desejo que cada seção comece em uma página diferente. Coisa minha. Para os demais títulos e subtítulos fica como está.

O texto quebra uma página automaticamente a cada título
O texto quebra uma página automaticamente a cada título

“Título da Bibliografia” será o estilo da seção Referências e tudo que ficar no pós-texto. Como estas seções ficam sem numeração (segundo a norma), elas sempre são em Caixa Alta e centralizadas, por isso este estilo precisa ser personalizado. Então vamos colocar o alinhamento Centralizado, e para que todas as letras sejam em maiúsculas vá em Efeitos de Fonte > Efeitos e coloque como “Maiúscula”. Viu? É desnecessário ficar escrevendo tudo em maiúscula, deixe os estilos fazerem isso pra você.

Vamos usar o “Título da Bibliografia” para os títulos do pré-texto também? Não. Porque este estilo fará parte do Sumário do documento. Se colocarmos o mesmo estilo no pré-texto e no pós-texto o Sumário vai listar coisas antes dele o que é impróprio. Para os títulos pré-texto criaremos um estilo a partir de “Título da Bibliografia” que chamaremos de “Títulos Pré-Texto” e que terá as mesmas configurações.

Dica: você pode definir quem é pai de quem nos estilos arrastando o estilo no quadro Estilos e Formatação ou usando a opção “Vinculado com” na aba Organizador.

Aplicando Estilos de Parágrafo:

Aqui é bem simples. Selecione ao menos uma parte do parágrafo que seja configurar e clique no estilo desejado. Você nem precisa selecionar o parágrafo todo para fazer isso, basta uma letra, ou mesmo espaço vazio.

Pra finalizar esta parte, falta colocar numeração nos títulos. Existe um menu específico para isso e Menu > Ferramentas > Numeração da Estrutura de Tópicos… Lá é possível definir como será feita a numeração, que níveis de título receberão numeração e como ela aparecerá. Como estamos seguindo a norma, basta colocar os números e o espaço antes do texto que já basta.

Configruando a numeração de títulos
Configruando a numeração de títulos

Toques Finais

Eu poderia escrever um livro inteiro de possibilidades do OpenOffice, mas vamos nos ater ao básico. Agora já vimos como criar e aplicar estilos e isso já é o bastante para fazer um bom trabalho e para criar e configurar novos estilos de acordo com as nossas necessidades. Vamos fazer uma ultima coisa que também dá muito trabalho: Sumário. Imagino que fazer um sumário manualmente deva ser muito chato, isso porque eu sempre fiz usando o OpenOffice. Para criar um Sumário para seu documento vá em Menu > Inserir > Índices > Índices e Sumários. Lá você tem opções diversas opções como formatar o sumário e etc…

O OpenOffice usa os formatos de título para criar o sumário, formatando e indicando a página onde cada um dos títulos ocorre. É possível adicionar novos estilos aos estilos indexados (adicionei o “Título de Bibliografia” para que aparecesse aqui com a opção Estilos Adicionais), definir até que níveis de texto serão descritos no sumário e assim por diante. Essa mesma ferramenta serve para criar listas de figuras e quadros, para estes casos a lógica é a mesma mas as referências são os Estilos de Legendas que vimos bem no começo.

Note que o Sumário é bloqueado para edição. Se quiser mudar sua aparência em algo que não esteja disponível nas opções de personalização, tente editar os estilos que regem o sumário. Estão no grupo Índice, exceto o título do Sumário que fica junto com os outros Títulos.

Inserindo sumário. O procedimento é o mesmo para listas de figuras, índices e etc...
Inserindo sumário. O procedimento é o mesmo para listas de figuras, índices e etc…

Enquanto isso no Word…

Usei o Word por muito tempo para saber que ele também possui estilos desde o 2003. Infelizmente o sistema não é tão elaborado nele quanto no OpenOffice. Tomando como base o Word 2007, não parecem existir tantos tipos de estilo quanto vimos agora, apenas de parágrafo. A própria edição dos estilos é um processo complicado que passa por várias passagens ocultas. O Word parte do princípio que o usuário precisa de uma solução pronta, então as opções são restritas ao que ele oferece. Muitas configurações afetam coisas totalmente inesperadas por uma questão de “facilitar as coisas para o usuário”.

Nunca foi intenção que os estilos do Word fossem usado intensamente, por isso a interface deles é tão complicada.
Nunca foi intenção que os estilos do Word fossem usado intensamente, por isso a interface deles é bem menos elaborada.

Vou explicar aqui como fazer algumas coisas que fizemos no OpenOffice usando o Word.

Estilos no Word 2007

Você pode ver os estilos e prever sua aparência, infelizmente suas opções são limitadas
Você pode ver os estilos e prever sua aparência, infelizmente suas opções são limitadas

Estão acessíveis na Aba Início, em uma galeria deles. Não parece haver relação entre eles de forma que não há hierarquias, estilos pai ou heranças. Existem milhões de formas diferentes de fazer uma mesma coisa e existem poucas coisas a serem feitas.

Criando a página Paisagem

Como não temos estilos de página, temos que aplicar uma formatação específica em uma página específica do texto. Acaba sendo mais simples. Vá em Layout de Página >Configurar Página. Clique no canto para ver as opções avançadas:

Criar páginas paisagem é mais simples no Word, mas as personalizações ficam restritas
Criar páginas paisagem é mais simples no Word, mas as personalizações ficam restritas

Selecione as opções que deseja mudar e escolha em “Aplicar a:” “Deste ponto em diante”. Isso muda todo daquela página para frente. Assim como no OpenOffice, você precisará inserir duas quebras para delimitar o segmento que ficará alterado.

Numeração de Página Diferenciada:

Uma coisa interessante do Word são as seções. O OpenOffice também cria seções mas o proposito delas é criar segmentos de texto que tenham propriedades totalmente distintas das demais partes do documento.

Quando me referi a alguma coisa no texto como seções, não estava me referindo às seções propriamente ditas do OpenOffice, mas apenas a uma forma de me referir a segmentos de páginas. Seções de verdade permitem criar formatações muito mais complexas do que as que usamos aqui.

A pobreza de estilos de página é compensada com a diversidade de quebras de seção
A pobreza de estilos de página é compensada com a diversidade de quebras de seção

O Word não faz quebras de estilo e sim, cria seções. Quando um cabeçalho ou rodapé é inserido no documento, ele acusa as seções do mesmo. São a partir das seções que o documento é mapeado para que possamos usar a numeração romana ou arábica em segmentos diferentes. Você pode criar uma nova seção em Layout de Página > Configurar Página. Tanto nas opções avançadas ou diretamente no Ribbon. Uma vez criadas as seções e os cabeçalhos, basta configurar a numeração de página em Desgin > Cabeçalho e Rodapé > Número de Página > Formatar Número de Página.

O conceito muda, mas a funcionalidade é a mesma do OpenOffice
O conceito muda, mas a funcionalidade é a mesma do OpenOffice

Use “Continuar da seção anterior” para que a numeração siga de uma seção para outra, como na quebra de página sem quebra de numerações do OpenOffice ou use iniciar em para criar uma nova numeração. Os tipos de numeração estão disponíveis em “Formato do Número”.

Sumário

Para finalizar, o sumário. O caminho é Referências > Sumário. Assim como no OpenOffice é possível fazer algumas modificações de formato e aparência, mas pouca coisa que saia do padrão. Existem estilos controlando o sumário também, basta editá-los em modificar….

Sumário no Word. O word foi feito para ser simples e rápido. O OpenOffice para ser versátil e completo.
Sumário no Word. O word foi feito para ser simples e rápido. O OpenOffice para ser versátil e completo.

PS: Encontrei este excelente post sobre como formatar monografias no Word 2007 para quem estiver interessado na ferramenta da Microsoft.

Mais!

Aqui estão alguns outros artigos que ajudam a desvendar outras funções do OpenOffice/LibreOffice:

Outros recursos no OpenOffice: colunas, fundo e bordas