Tecnologia

OpenSuse 12.1 – Instalação for Dummies

Este é um diário de instalação em vez de um guia de instalação pois além do tutorial farei uma breve análise do novo sistema e darei algumas sugestões bem pessoais.

Quem já esteve por aqui antes sabe que sou um grande fã do GNU/Linux e em especial do Mandriva. Minha primeira distro foi o lendário Kurumin. Usei o Ubuntu por algum tempo e não me habituei a ele de forma alguma, algo em relação ao sistema em si não me agrada. Depois adotei o Mandriva como minha distro pela sua facilidade de uso, foi por acaso na era de ouro desta distro. Com os problemas recentes na Mandriva Soft, a insegurança e, acima de tudo, alguns problemas que começaram a surgir, comecei a busca por uma nova distro principal. Alias, até aquele momento não tinha feito uma migração total do Windows e oscilava entre os dois mundos. Comecei o usar o openSuse no fim de 2009 e estou satisfeito com a distro até o momento. Entretanto, sempre procuro alternativas pois é sempre bom ficar de olho aberto para as novidades ;)

Der openSuse

O sistema do lagarto é uma distro de origem alemã mantida pela Novell (para que esqueceu ou desconhece, é aquela empresa que vendeu a alma para a Microsoft). Embora existam suspeitas sobre a postura da Novell em relação a filosofia do Free Software e etc, algumas pessoas torcem o nariz. como sou pragmático com estas coisas, avalio a distro por sua qualidade em vez de questões ideológicas.

O openSuse é mantido por uma comunidade ativa e bastante organizada. Há uma rede social para os fãs da distro (openSuse Connect) além de recursos para entusiastas como o Build Service e os pacotes online que permite o download de programas um tanto exóticos e os fóruns de desenvolvimento. Para uma comunidade tão grande, a do openSuse é bastante organizada, quem está acostumada com o jeitão internacional do Ubuntu o openSuse estará a altura.

O que me atraiu para esta distro especificamente é a sua consistência aliada com uma facilidade de uso. Por consistência falo de um sistema onde posso instalar coisas e mais coisas sem que ele comece a se comportar de forma muito anômala. O Ubuntu e o Mandriva, a meu ver, pecam neste ponto por se tornarem imprevisíveis conforme o usuário personaliza o sistema. São muito bons enquanto mantidos “em cativeiro”.

E assim diferenciamos consistência de estabilidade e robustez: a primeira é sobre o sistema funcionar em condições contínuas sem travar o dar piti e a segunda é a quantidade de recursos disponíveis. Em termos de robustez a maioria das distros vai muito bem.

Já a facilidade de uso é proporcionada pelo Yast (Yet Another… [ah, esqueci o resto]). Ele é como um painel de controle muito completo onde quase tudo no sistema pode ser configurado de forma centralizada. Para mim isso é essencial pois, embora goste de aprender coisas novas, preciso do sistema para trabalhar e tenho pouco tempo para gastar com problemas pequenos. O Mandriva também conta com algo semelhante, o Mandriva Control Center. Essas semelhanças facilitaram a minha migração.

Uma das coisas que mais me irritavam no Mandriva era o gerenciamento de pacotes. Embora avanços foram feitos durante algum tempo os problemas permaneceram em muito. O gerenciamento proporcionado pelo Yast é muito simples de usar.

Para fazer o download do OpenSuse 12.1:

Download Opensuse 12.1

Alternativas

Para quem está procurando outra distro além do openSuse, aqui seguem minhas sugestões:

  • Ubuntu: Popular até demais, mas em declínio de uns tempos para cá. A comunidade Ubuntu é muito grande e prestativa, então é um ótimo sistema para aprender e para quem está chegando no Linux. Este sistema usa o Gnome como seu ambiente principal, Unity para ser mais exato. Ele tem uma interface no estilo Gnome Shell que pode desagradar algumas pessoas (eu, por exemplo).
  • Linux Mint: Inicialmente uma modificação do Ubuntu/Debian que tem se tornado popular desde então. É um sistema leve e fácil de usar que tem o Gnome como sua interface principal. É a minha alternativa favorita.

A ultima versão do Linux Mint (a 12, codenome “Lisa”) adotou o Gnome 3 como interface principal. Veremos logo mais nas implicações.

  • Fedora: O Fedora mantem uma relação próxima com a comunidade openSuse e tem um histórico bem parecido. É uma distro relativamente amigável que usa o Gnome como ambiente, mas também optou pelo Gnome Shell. O Fedora é considerado um tanto pesado e tenho dificuldades com ele aqui. Para mim, é altamente recomendado para quem está em busca de aventura ;)

Escolhendo o Ambiente: KDE x Gnome x “O Resto”

Dois pontos são fundamentais para quem vai migrar para o GNU/Linux: ambiente e aplicativos.

Quanto aos aplicativos o jeito é se acostumar. A maioria dos programas para Windows só existem lá e os do Linux só existem aqui. Fim de papo. Curiosamente, para o usuário médio, a maioria dos programas possuem versões que rodam em ambos os sistemas como LibreOffice, Firefox, RealCrypt/TrueCrypt e etc, e a maioria dos programas do Windows são desnecessários no Linux: limpador de registro, desfragmentador, agendador, notas, e etc pois o sistema já fornece esses serviços de alguma outra forma.

Alias o primeiro impacto de quem migra para o Linux é excesso de tempo livre: o sujeito trabalha mais rápido, não precisa fazer qualquer manutenção no sistema nem ficar horas no Baixaki catando coisas. Resultado: fica sem saber o que fazer ao longo do dia…

Quando ao ambiente, aí temos uma questão mais complexa. Pode-se ver que o Linux oferece muitas opções além do tradicional. O ambiente escolhido por um usuário define boa parte dos programas que ele usará bem como será sua relação com o sistema. Vejamos de forma resumida:

Gnome

É um ambiente considerado simples e por isso o meu favorito. Isso irrita alguns usuários avançados pois acham que é um desktop para iniciantes.

O que me agrada no Gnome é a estabilidade e facilidade de uso. Tudo é muito simples. Existem aplicativos pequenos e práticos para as tarefas do dia a dia e que exigem pouca ou nenhuma configuração por parte do usuário. O sistema pode ser personalizado sem grandes problemas e muitos aplicativos do mundo GNU/Linux são baseados nos serviços do Gnome.

Versões recentes do Gnome (versão 3) adotaram um visual radicalmente simplista que lembra muito os smartphones através do Gnome Shell. Isso pode ser bem chato para quem está acostumado com o visual “WinXp” que o Gnome 2 tinha até então. Eu particularmente gosto mais do visual antigo. Por ser mais personalizado e se adequar muito bem a quem faz mais de uma coisa ao mesmo tempo.

O openSuse 12.1 adotou o Gnome Shell. Se você prefere o visual do Gnome 2 basta escolher o Metacity na tela de login.
O openSuse 12.1 também adotou o Gnome Shell. Infelizmente não encontrei uma forma de usar o visual do Gnome 2 nesta edição, então adotei o XFCE.

KDE

O KDE por acaso é o padrão em muitas distribuições por ser um sistema grande e completo. As possibilidades de configurações e personalizações são tantas que você facilmente se perde no painel de configurações (KDE Control Center).

Essa complexidade toda do KDE me atrai e me desagrada. Primeiro porque ele tem uma coleção de aplicativos muito maior que a do Gnome, e melhor em casos como o do K3B. Segundo porque o KDE é um tanto pesado e complicado. A interface dos aplicativos é de uma “lindura-complexa” que irrita, tem botão para todo lado e lembra o Windows 98 por incrível que pareça.

O KDE 3 era muito popular até ser substituição pelo KDE 4 que na época, foi apelidado de KDE Vista pela semelhança óbvia, tanto em problemas quanto em aparência. Hoje o KDE 4 amadureceu, ficou mais estável e leve. Mas a complicação que é usar os aplicativos deste ambiente me mantem longe dele.

LXDE e XFCE

São ambiente menores baseados no Gnome. Usam os mesmos aplicativos e os mesmos serviços em alguns casos. São apenas ambientes que se propõe em serem mais leves que a dupla Gnome/KDE.

Neste caso, os foragidos do Gnome 3 podem optar pelo XFCE que é idêntico ao Gnome 2 em vários aspectos. O LXDE é baseado no Openbox, conheço muito pouco sobre este projeto em especial.

Resumo da Opereta:

  • Gnome: fácil de usar até demais: ame-o ou deixe-o.
  • KDE: para impressionar as gatas usuárias de Windows.
  • LXDE e XFCE: para impressionar seus amigos nerds.

Compiz: porque evitar

O compiz é um sistema que adiciona efeitos especiais lindíssimos ao desktop Linux. Quando foi inventado era como mágica, hoje toda distro possui. Embora o Compiz tenha evoluído bastante de uns tempos para cá ele ainda apresenta uns probleminhas chatos de vez em quando que eu prefiro evitar. Além disto, mesmo que alguns recursos que ele ofereça sejam extremamente úteis (palavras de um viciado no Expo), para mim, ele pesa, é lento, tem bugs e é dispensável.

The end

Tutorial de Instalação: for Dummies

Existem tutoriais aos montes por aí aos montes, então procurarei ser breve neste aqui (não é tão for dummies assim). O meu objetivo é dar uma passeada no sistema e fazer algumas propostas de configuração do sistema.

Deram uma revisada no instalador, ficou bonito por sinal.

A instalação do openSuse pode não ser tão simples quanto a do Ubuntu, que segue a linha “NNF”, mas é bem fácil de fazer. Ela é dividida em 3 etapas:

  • Preparação
  • Instalação
  • Configuração

Preparação

Na etapa de preparação especificamos a maior parte das configurações do sistema. É daquelas instalações que perguntam tudo logo e depois trabalham. Isso é bom porque você não precisa ficar vigiando o computador.

Aqui escolhemos o idioma e configurações de teclado, preste atenção pois o padrão é inglês.
Aqui escolhemos o idioma e configurações de teclado, preste atenção pois o padrão é inglês.

Uma das vantagens de quem usa Linux é poder ter quanto idiomas quiser no computador. É ótimo para aprender. Preste atenção ao idioma que foi escolhido no começo da instalação pois ele será o padrão do sistema.

Perguntinhas básicas sobre você. Lembre-se que o relógio do computador pode ser UTC ou GMT. Se o horário estiver errado com o fuso certo tente desmarcar o UTC para ver se é isso.
Perguntinhas básicas sobre você. Lembre-se que o relógio do computador pode ser UTC ou GMT. Se o horário estiver errado com o fuso certo tente desmarcar o UTC para ver se é isso.

O particionador do openSuse não é fofinho como o Gparted era nos tempos do Kurumin, mas é menos assustador do que parece. Se você tem algo mais exótico como uma partição encriptada, o instalador perguntará a senha dela bem no começo, quando ele faz o levantamento de dispositivos.

Uma /home separada é bom para quem gosta de aventuras. Uma /home encriptada para quem tem medo da própria sombra.
Uma /home separada é bom para quem gosta de aventuras. Uma /home encriptada para quem tem medo da própria sombra.

Opções do particionador:

  • Adicionar: cria uma partição
  • Editar: modifica o ponto de montagem e formato
  • Mover: move pelo disco. Pode demorar muito se tiver conteúdo.
  • Redimensionar: Muda o tamanho. Pode ser problemático com NTFS.
  • Remover: apaga a partição.

Lembre-se que para partições encriptadas é preciso fornecer uma senha decente. Além disto nenhuma das partições /, /usr, /boot ou /var pode ser encriptada.

Mudaram a encriptação da senha de Blowfish para SHA-512, interessante...
Mudaram a encriptação da senha de Blowfish para SHA-512, interessante…

PS: usar a mesma senha de root e de usuário é uma péssima ideia.

Depois de tudo configurado é oferecido um resumo da instalação. Muito útil para ver se tem alguma coisa errada, estranha ou que tenhamos esquecido. Basta clicar na opção para acessá-la novamente. Aqui também temos acesso ao gerenciador de pacotes para instalar aplicativos interessantes antes da hora.

Para quem lê antes de assinar.
Para quem lê antes de assinar.

Instalação

A fase de instalação consiste de uma “simples e empolgante” tela de progresso mostrando o andamento da instalação. É um porre.

O Windows também promete empolgantes mundos e fundos durante a instalação. Parece até piada :)
O Windows também promete empolgantes mundos e fundos durante a instalação.

Configuração

A fase de configuração é praticamente opcional. Consiste de configurar a rede para baixar logo as atualizações bem como configurações de impressora e etc. A maior parte das opções pode ser ignorada. Na verdade, ele só te da a opção de configurar essas coisas se você pedir bem no começo da instalação.

Com isso finda a instalação. Agora o sistema reinicia e está pronto para funcionar.
Com isso finda a instalação. Agora o sistema reinicia e está pronto para funcionar.

Gerenciamento de Pacotes

Para quem não conhece, o gerenciamento de pacotes é como instalamos as coisas no Linux. Nada de passar horas no Baixaki catando coisas. Basta digitar o nome do que você quer e ele é baixado e instalado pelo Yast. O gerenciador de pacotes muda um pouco dependendo de qual ambiente você está usando. Acho o do Gnome mais fácil de usar. Além de instalar o gerenciador também atualiza programas. No openSuse (e no GNU/Linux como um todo) as atualizações incluem todos os programas e não apenas correções do sistema como as do Windows Update.

O DVD e a instalação padrão do openSuse (Gnome ou KDE) já tem quase tudo que você precisará em uma vida. Para aumentar as nossas opções devemos adicionar mais repositórios. Eles são servidores de onde o Yast baixa os programas que precisamos. Existem vários repositórios extraoficiais, mas os oficiais são suficientes para as nossas necessidades. No site do openSuse está a lista de repositórios disponíveis, mas nem precisamos ir lá para ver, o Yast pode fazer o download por nós:

Para acessar o gerenciador basta clicar no menu em "Instale/Remova Programas" ou diretamente no Yast e lá procurar por "Gerenciamento de Software".
Para acessar o gerenciador basta clicar no menu em “Instale/Remova Programas” ou diretamente no Yast e lá procurar por “Gerenciamento de Software”.

Adicionar repositórios é a coisa mais complicada do mundo. No gerenciador clique no menu Configuração > Repositórios. Lá está a lista dos servidores oficiais, ela é instalada por padrão. Agora clicamos em Adicionar para instalar novos repositórios. Para que ele baixe a lista dos extraoficiais basta clicar em “Repositórios da Comunidade”. Agora basta marcar os que deseja adicionar e assim que forem baixados, estarão disponíveis no gerenciador de pacotes.

Aqui estão os que instalei. Como mencionei antes, os oficiais são suficientes para a maioria das pessoas:

  • Packman: vários programas legais que não estão nos repositórios oficiais.
  • BuildService Mozilla: para ter sempre o firefox e thunderbird mais recentes.
  • BuildService LibreOffice: para atualizações mais rápidas do LibreOffice.
  • BuildService Gnome Apps: para mais aplicativos do Gnome. Tem uma versão para o KDE e LXDE também.
  • BuildService Educação: são programas educativos, mas tem coisas interessantes como BlueFish.

Coloquei outros também sobre PHP, Virtualbox e bancos de dados. Mas não vem ao caso para este tutorial.

Aplicativos Selecionados

Agora que temos os repositórios configurados, podemos pensar em que tipo de programas vamos usar. Como sou um usuário Gnome minha seleção de programas é baseada neste ambiente, porém uso programas do Kde eventualmente então temos alguns na lista. Notem que é possível misturar programas dos ambientes sem grandes problemas, apenas alguns aplicativos ficam com a instalação gigante como o Konqueror porque são a base do seu respectivo ambiente (KDE, no caso). Seguirei a estrutura do menu Gnome para mostrar os aplicativos:

Acessórios

  • Alarm Clock: um relógio que toca e faz coisas na hora marcada. Bom para gerenciar o tempo. Veja sobre ferramentas parecidas no Efetividade.
  • CherryTree: este programa é incrível, é como um EverNotes para Linux, bom para estudar.
  • Desktop Search (tracker): permite pesquisar arquivos e dentro deles. Util para achar coisas em uma vasta biblioteca de pdfs.
  • Grsync: um programa de backup e sincronização muito interessante para quem tem pendrives ou discos externos.
  • SeaHorse: um gerenciador de chaves pgp. Usado para guardar senhas e enviar emails criptografados. Para os paranoicos de plantão. No KDE a alternativa é o Kleopatra. Veja sobre os usos do pgp no Viva o Linux.
  • Tomboy Notes: um programa para anotações rápidas. Mais simples que o OneNote, mas muito interessante. Tenho um artigo sobre uma das aplicações do Tomboy.
  • Kruler: um aplicativo do KDE que coloca uma régua na área de trabalho. Útil para quem esta desenhando alguma coisa.
  • The Board: esse á uma grande loucura, consiste de um mural virtual. De pouca utilidade mas muito legal.
  • Xournal: o que eu gosto neste programa é a semelhança com o One Note. A habilidade de escrever em qualquer lugar de uma página em branco me faz muita falta as vezes.

Educação

  • Klavaro: aulas de digitação, nunca passo da terceira…
  • Scilab: um programa para estudos com matemática e modelos. Para pesquisadores. É semelhante ao R em alguns aspectos.
  • R-Base: uma linguagem orientada a objetos para cálculos matemáticos e estatísticos. Tem se tornado popular entre pesquisadores recentemente.
  • Jogos: O Gnome é cheio de joguinhos legais, o meu favorito é o MasterMind.

Gráficos

  • Blender: para fazer animações e modelos 3D. Usado por cineastas e cientistas também.
  • gThumb: um visualizador de fotos. Permite pequenas edições e conversões em massa. Lembra bastante o XnView para Windows.
  • InkScape: editor de gráficos vetoriais no estilo do CorelDraw, mas usa as especificações SVG.
  • mtPaint: um editor de imagens bem simples semelhante ao Ms Paint. Serve para criar pixel art.
  • Okular: o visualizador de imagens e pdf do KDE4. Gosto dele porque tem recursos que não são encontrados nem no Windows como comentários. Também abre uns arquivos exóticos como chm.

Internet

  • BlueFish: editor de códigos HTML, CSS, Javascript… é bem simples e prático.
  • Dropbox: é possível instalar o Dropbox pelo gerenciador de pacotes normalmente.
  • Empathy: um programa de mensagens instantâneas bem simples que suporta msn, gtalk, facebook e assim por diante.
  • Thunderbird: o cliente de email da mozilla é meu preferido em detrimento ao Evolution que vem por padrão.
  • uGet: um gerenciador de downloads.

Escritório

  • Lyx: um editor de arquivos Latex. Para quem não sabe, são usados para diagramação avançada de textos.
  • Planner: um gerenciador de projetos. Semelhante em algumas coisas ao MS Project.

Programação

  • Meld: este programa estranho compara dois arquivos e mostra a diferença entre eles. Uso para meus arquivos txt, nunca tentei com coisas mais complexas… No KDE tem o Kompare.

Som e Vídeo

  • Audacity: editor de áudio do Linux.
  • HandBrake: além de ripar DVDs ele é ótimo para converter filmes no formato MKV.
  • K3B: o gravador de cds do KDE4. É o melhor programa do gênero.
  • Rhythmbox: tocador de músicas. Acho ele mais leve que o Banshee que também é muito bom.

Ferramentas

  • Back In Time: um programa de backup que funciona de forma parecida com o Grsync. Ambos usam por base o rsync, escrevi algo mais específico sobre ele recentemente.
  • Krename: renomeia arquivos em massa. Suporta expressões regulares e é muito poderoso.
  • Virtualbox: Virtualizador. Foi com ele que fiz os testes do openSuse 12.1.
  • Scheduled Tasks: um gerenciador do Gnome para o cron. Serve para agendar tarefas. Mais completo que o Alarm Clock porque foi feito para isso.

Alguns aplicativos tem nomes diferentes no gerenciador de pacotes. Coloquei os nomes entre parênteses nestes casos. Lembre-se também que alguns deles já vem instalados por padrão.

Concluindo

O openSuse é um sistema muito bom e a nova versão não trouxe mudanças drásticas exceto pelo Gnome. Assim como aconteceu no KDE4, as pessoas resistiram a mudança e depois cederam. É natural que as interfaces evoluam e se transformem, é inevitável, nadar contra a corrente agora é tolice. Eu particularmente pretendo me manter na interface do Gnome 2 por uma questão de compatibilidade, esperarei umas atualizações do projeto Gnome que prometeram melhorar a performance do Gnome Shell. Quem sabe depois de habituado ao novo ambiente não dê uma nova chance ao Ubuntu? Por hora minha distro para momentos difíceis é o Mint, por sua excelente seleção de aplicativos e leveza.

Mint 9 “Isadora”, diga-se de passagem. Como é um LTS pode ser usado em ambiente de produção sem grandes percalços. Alias, estou pensando seriamente em um retrocesso com essa história de Gnome 3.

Quanto a seleção de aplicativos, está excelente a meu ver. Sinto um pouco de falta do Freemind que me eram de grande utilidade no Mandriva e ainda está de fora do openSuse. Os novos repositórios colocaram o Shutter, mas tiraram o Java e o Grsync dos contribs (que foram retirados como um todo), estou esperando uma atualização dos repositórios para ver se eles surgem sem ter que apelar para o factory. Fiz testes com o KDE4 no VirtualBox, é extremamente pesado então não pude fazer muita coisa. Notaram como vários aplicativos dele apareceram na lista acima? De qualquer forma ainda prefiro o Gnome e o Metacity, gosto mais do jeito clean das interfaces gtk.

Minha sugestão para quem vai adotar o Linux e ir direto para o openSuse ou Mint. Para quem já tem o 11.4 sugiro esperar um pouco mais. Quem está acostumado com essas atualizações sabe que demora um pouco para os repositórios sincronizarem. Deve ter milhões de pessoas acessando os repositórios ao mesmo tempo agora e alguns estão lentos e ficando fora do ar, isso aconteceu enquanto fazia os testes. Deixarei a instalação definitiva do 12.1 para o mês que vem quando a poeira baixar um pouco. Por hora estamos em testes ainda.

PS1: Mint 9 “Isadora” e Mint 12 “Lisa”

Notei uma dificuldade para dar boot com o live cd no meu notebook em especial e em algumas configurações específicas no VirtualBox também. Para resolver isto basta acrescentar o argumento “nomodeset”. Parece ser alguma coisa tola relacionada ao chipset da ATI.

PS2: Grsync e Java Sun

Por algum motivo o grsync e o java não estão em nenhum dos repositórios oficiais do 12.1. Para instalá-los tive que usar os pacotes online no build service. De qualquer forma implica na instalação de repositórios do Factory. O repositório que contém os pacotes é o Contrib:

http://download.opensuse.org/repositories/openSUSE:/Factory:/Contrib/standard/

Lembrando que para acessar os sites do Banco do Brasil é recomendável instalar o plugin Java e desinstalar o openJDK, eles conflituam entre si e o Firefox não ajuda muito quando tem que escolher entre um e outro…

16 comentários sobre “OpenSuse 12.1 – Instalação for Dummies

    1. Calma garoto. Vejamos, primeiro a internet.
      Uma coisa chata do openSuse é a forma como ele configura a internet. Existem duas formas de acessar a net, uma é um tal de ifup que é o padrão e é um saco, a outra é o networkmanager que é o ícone perto do relógio como no windows.
      Para mudar entre um e outro, vá no Yast e procure por “Configurações de Rede”. A primeira coisa que ele pergunta é se você quer usar um ou outro. Escolha o Network Manager porque o ifup eu não faço nem ideia de como funciona. Geralmente o Yast inicia o Network Manager para você, depois disto basta clicar no ícone e escolher uma rede (reiniciar se não aparecer imediatamente, mas tem um comando para chamá-lo que agora não me recordo…).

      Quanto ao monitor, precisamos saber se sua placa de vídeo é suportada. Nunca tive esse problema, então não sei para onde vai. O Google deve saber a resposta, mas eu não sei a pergunta. Se quiser tentar algo manualmente, procure no menu… (estou usando XFCE/Gnome, no KDE deve ser parecido) pelas configurações de tela. No Gnome geralmente tem um ícone perto do relógio que controla a resolução (e faz umas loucuras também). No XFCE fica no mesmo painel de controle onde são configurados a aparência do sistema, em um ícone chamado display. Resumindo, fica nas configurações do Desktop, não no Yast como era de se esperar.

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    2. Para mudar a resolução da tela do OpenSuse 12.2 (kde) basta digitar “resolution” (sem aspas) no menu kde e dar um enter… (pode haver diferenças quanto ao idioma, caso “resolution” não encontre, tente “resolução”).

      No 12.1 deve ser a mesma coisa….
      Espero ter ajudado….

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  1. E como faço pra instalar em um hd externo. Aparece vários sdb1, sdb2, sdb3…… vários.
    Eu tenho as partições A,C,H,L, sendo que quero instalar na “L”, que tem 15Gb.

    Se mantenho do jeito que está, aparece na primeira linha escrito em vermelho que o windows será reduzido. E se for formatado uma das partições? Todas são Ntfs.

    A partição “A” é dos arquivos de trabalho, o “C” é onde está instalado o Windows, o “H” é das mídias (filme, música, jogos e etc).

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    1. Nossa complicou legal. Bem, a forma como o Linux nomeia as partições é que é estranha, mas é simples:
      sd: tipo de disco, o ‘sd’ é sata, os ide são ‘hd’
      a: o disco em questão, o primeiro é ‘a’, o seu ‘b’ é o segundo e assim por diante.
      1: partições, as primárias vão de 1-4 e as estendidas outras são de 5 em diante.

      Primeiro, veja quem é quem, geralmente a ordem no windows (c,d,e…) vira a ordem numérica das partições (sdb1,sdb2…). Uma forma de tirar a dúvida é pelo tamanho. Faça isso e descubra quem é a L, feito isso é só usar as opções contidas em ‘Criar particionamento personalizado’ para formatar esta partição. Comentei sobre como usar o particionador no artigo, é relativamente simples. Depois que você criar um particionamento personalizado, a tela onde ele mostra as partições que serão formatadas ficará mais arrumadinha.

      Para ter uma noção melhor, dê uma lida nestes dois links do guia foca:
      http://www.guiafoca.org/cgs/guia/inic_interm/ch-disc.html#s-disc-pontomontagem
      http://www.guiafoca.org/cgs/guia/inic_interm/ch-bas.html#s-basico-diretorio-estrutura

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    2. Dica valiosa einh! Consegui instalar.
      O problema agora é que se eu não ligar o notebook com o hd externo plugado, não passa do boot (grub/mbr). Como uso o windows pra trabalho, nem sempre estarei com o hd externo por perto. Tem como fazer ele deixar o windows iniciar sem estar plugado o hd externo?

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    3. Esse sim é um problema.
      O grub pode ser instalado em uma partição ou em um disco todo. No caso, o instalador optou pelo grub na sda que chama um sistema em sdb (linux removível) e outro em sda (windows fixo). Você pode corrigir isso pedindo que o grub fique em sdb junto com o linux, assim quando o disco for removido, o mbr do sda será lido e teremos dois sistemas totalmente separados (uau!). Mas além disto, vc tem que restaurar o mbr do sda para que o windows volte a funcionar independentemente.
      Essa configuração parece ser um pouco complicada. Eu não sei como fazer isso, deve ter algo envolvendo a bio também para que ela leia o disco removível preferencialmente quando ele estiver presente.
      Este artigo do GDH é do tempo do Kurumim, mas explica direitinho como o GRUB funciona, é um primeiro passo:
      http://www.hardware.com.br/dicas/configurando-grub.html

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  2. Bem amigos, instalei a versão mais nova do opensuse 12, mas ao iniciar, é pedida a senha. Que senha é esta, se não coloquei nenhuma senha na instalação? Podem me ajudar? Outra coisa, o opensuse é mais completo que o momentun 5.5? Ficarei muito agradecido se obtver as respostas.

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    1. Graças a você agora sei o que é o Momentum 5.5 (http://www.vivaolinux.com.br/dica/Como-instalar-o-Insigne-Momentum-5.5). Como sei quase nada sobre o Insigne prefiro não entrar na discussão por hora.
      Existem dois momentos em que se coloca uma senha, na definição das partições – onde você configura encriptação, se quiser – e na definição dos usuários. Geralmente a senha root e do usuário são as mesmas, agora o OS oferece essa opção. Se vc não colocou senha alguma na instalação é mais provável que esteja lidando com um sistema parcialmente instalado. Outra, a versão mais atual do OpenSuse é 12.1, a 12.2 ainda está em desenvolvimento e pode apresentar vários problemas.

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  3. Testei o opensuse 12.1, achei um bom sistema operacional, comparado ao momentum5.5 é menos organizado um pouco, estranhei a falta de funções para touchpad, mas o fator mais negativo é perder o plugin de vídeo ao se colocar a página do google como inicial, aí adeus you tube. Aliás aí está o principal problema do momentun 5.5, não permitir upgrade do firefox acima do 3.5 com flashplayer ou shockwave e também não dá permissão para funcionar outro navegador de maneira satisfatória. Parece que existe uma guerrinha comercial entre eles.
    A toolbar do google foi banida do firefox acima do 3.6, assim como a tradução no apontador, o que considero um retrocesso, poi prejudica bastante quem lê texto em inglês. Seria isto um progresso?

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  4. Bem sou usuário de linux desde o saudoso Connectiva, comecei com a versão 4, usei muito tempo Fedora, Kurumin, Debian e Ubuntu. hoje optei por openSUSE, pela estabilidade e segurança. Sempre usei KDE e nunca me atrevi a usar o gnome, mais depois do Ubuntu, mudei de opinião. Hoje realmente concordo com muita gente o gnome é melhor que o KDE. Até o controle de rede WIFI é melhor que do KDE. Atualmente uso o gnome 3 e já me acostumei a ele e o configurei. porém para que não gosta e prefere o gnome 2, existe dentro do próprio gnome 3 uma opção em Configurações do Sistema, chamada de Detalhes, nesta opção existe a opção Gráficos, dentro dela podemos desligar o gnome 3 pela opção “modo de reserva forçado”. O sistema pode ter sua sessão encerrada, ao entrar aparecerá o gnome 2 como ambiente gráfico. Espero que isto possa ajudar alguém que não goste do gnome 3. Afinal gosto não se discute se lamenta.
    Parabéns pelo artigo muito bom.

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