Reflexões

Não é pró-prostituição, é pró-dignidade

Houve uma gritaria dessas no começo do ano, quando a turma da moral impoluta e dos bons costumes se revoltou contra a terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos (vejam essa pérola de um membro da Opus Dei articulista do Estadão). Ah, o PNDH! Aquela empulhação comunista que, além de ameaçar arrancar os crucifixos das nossas paredes e punir os heróis da pátria que nos saudosos tempos da ditadura cumpriram seu dever de torturar futuros petralhas, ainda falava, vejam só, em garantir direitos trabalhistas e previdenciários para as profissionais do sexo, que abominação!

Deu no que deu: o governo voltou atrás em vários pontos do Plano, a punição aos torturadores da ditadura acabou derrubada pelas togas empoeiradas do Supremo e a regulamentação da prostituição é hoje um tema que não parece ter a menor chance de entrar para a agenda política do Congresso num futuro próximo. Uma pena. Sim. Porque reconhecer a atividade das garotas de programa como profissão faria muito bem para elas. E para o país, que se tornaria menos hipócrita. Digo e explico.

Fonte: Papo de Homem

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