Reflexões

(Des) Motivação: Orientações para gerentes

Este artigo da HBS Working Knowlege – Why Your Employees Are Losing Motivation serviu de base para o que escrevi aqui, é mais uma das ótimas dicas do LifeHacker. Eu recomendo a leitura, além de muito bom, explora a questão da desmotivação em detalhes.

Desmotivação?

O problema é que de nada adianta você ter uma política de motivação se há uma política de desmotivação te passando a perna a todo instante. Veja bem, as vezes o funcionário está desmotivado por que se sente inseguro em seu ambiente de trabalho, sente que seu trabalho tem pouco valor, que suas metas são só para ele ficar fazendo alguma coisa…

O que acontece é que pequenos vícios se alojam no ambiente de trabalho e que aos poucos se consolidam, deixando-o improdutivo. Se suas práticas de motivação estão dando pouco resultado, então pode ser por isso aqui:

Os três pontos-chave da motivação:

  • Equidade – Significa sentir-se valorizado e respeitado perante os outros. Notem que não igualdade porque as pessoas são diferentes mesmo. Seremos pragmáticos, igualdade é coisa de utopia ;)
  • Reconhecimento – sentir que seu trabalho é importante, que proporciona sucesso para si e para a empresa.
  • Segurança – ter uma boa relação com as pessoas com quem trabalha, sentir-se seguro em pedir ajuda e tomar decisões importantes. É pré-requisito para proatividade.

Estes três aspectos precisam ser preservados dentro do ambiente de trabalho, este é o grande desafio dos gerentes: gerenciar sem desmotivar. Em algumas organizações onde há uma política madura de valorização de talentos, a má atuação dos gerentes é fatal na desmotivação dos funcionários. Em outros casos, onde este tipo de política é inexistente ou pouco desenvolvida, a atuação individual dos gerentes sobre suas equipes será decisiva, então mãos à obra.

Vejamos algumas boas práticas para cultivar estes valores, no artigo original eram 8, mas tomei a liberdade de juntar umas e outras em uma coisa só para ficar mais próximo da nossa realidade:

  1. Agradecimento – todo mundo gosta de ser reconhecido pelo seu trabalho, isso faz a pessoa se sentir segura e necessária. Também fortalece a confiança no gerente. Existem muitos modos de se fazer isso, porém, a prática mais simples é a menos cultivada. Agradeça, sempre que possível, os membros de sua equipe pelo trabalho realizado. Pode ser só um obrigado, um e-mail aqui, um recadinho ali. Isso faz toda a diferença. Ainda existe muito daquela cultura do “Por que agradecer a alguém pelo que ele é pago pra fazer?”, resista à isso!
  2. Crítica construtiva – o trabalho não está bom, erros, passível de melhoras? Um bom gerente ajuda seus liderados a melhorar, tenha coragem de dar um retorno (feedback) frequente para sua equipe do que eles estão fazendo. Este retorno deve ser frequente para evitar que falhas se acumulem e se corrigi-las se torne tão cansativo quanto lidar com elas. Uma crítica construtiva é inofensiva e ajuda muito quem a recebe. Esta abordagem serve tanto para melhorar o desempenho de quem precisa quanto para mostrar que está satisfeito com o desempenho de alguém, como no tópico anterior.
  3. Comunicação livre – esta aqui tem muito haver com o princípio da equidade e da segurança. É muito desagradável trabalhar em um ambiente onde você desconhece o que realmente está acontecendo, como em um projeto onde existe um fluxo de informações controladas desnecessariamente. Isso faz os membros da equipe se sentirem boiando no projeto, sem saber o que fazer, inseguros, se devem tomar iniciativa. Isso prejudica muito o trabalho. Confidencialidade, somente onde for necessário, para os demais, promova a ampla comunicação.
  4. Trabalho em equipe – instigue o trabalho em equipe! Essa é antiga, mas sempre atual. Forme grupos de trabalho, comissões, delegue, dê autonomia. Isso deixa o gerente livre para gerenciar e faz a equipe se sentir valorizada, além de fortalecer a confiança. O trabalho em equipe também melhora o relacionamento entre os membros, só tome cuidado na hora de formar as equipes.
  5. Propósito – é bem mais fácil trabalhar quando se tem um objetivo claro. Mais que isso, é melhor trabalhar em cima de um objetivo claro e relevante. Lembram de “Vamos salvar o mundo das cáries”? Então, é importante que a equipe e os membros individualmente estejam cientes da importância de suas responsabilidades e metas. Assim ele levam suas funções a sério e com empenho. Isso vale para o gerente e sua equipe, mas, também para a empresa toda. É importante que todos compreendam a missão da equipe e da empresa para que se sintam parte de alguma coisa.
Sun-tzu
Sun Tzu, by Wikimedia
  1. Liderança e envolvimentoSun Tzu já valorizava o “general que está próximo de suas tropas”, mas também alertava para o “perigo de se rebaixar diante delas”. Um bom gerente deve gerenciar, e pronto! Gerenciar é uma função de liderança. O Líder deve ouvir e se fazer ouvir, ele se envolve com a equipe e busca sua colaboração, isso promove a inovação. Ele também presta assistência, buscado soluções para os problemas de cada membro bem de perto e assim, envolve-se com cada um deles fortalecendo a segurança e o reconhecimento. Essa ultima tem haver com a prática de todas as anteriores, ela é bem importante.

Veja mais:

Universia – 10 erros do trabalho em equipe

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