Justamente o que eu precisava, uma nova descoberta sobre crocodilomorfos com estranhas morfologias de dentição… Este bicho vive uma situação bem parecida com a de certos notossuquídeos como Candidodon, Malawisuchus, Coringasuchus e Notosuchus. Eles possuem uma heterodontia que lhes permite ter uma alimentação variada e hábitos bem diferentes dos demais crocodilomorfos, principalmente dos atuais que são absolutamente carnívoros. Leiam o texto da Ciência Hoje e vão entender. O Kellner explica a confusão toda muito bem.
Não é novidade que muitas vezes a descoberta de um fóssil muda a história evolutiva de um determinado grupo, mas é raro quando o novo achado influencia o que sabemos sobre um segundo grupo não proximamente relacionado.
Justamente este é o caso do Pakasuchus kapilimai, cuja descoberta acaba ser publicada em destaque pela Nature. Se os autores estiverem corretos, este pequeno crocodilomorfo ajuda a explicar por que os mamíferos fósseis são tão raros no Brasil e em outros pontos da América do Sul e da África, que outrora fizerem parte do supercontinente Gondwana.

Do tamanho de um gato, o crocodilomorfo encontrado na Tanzânia tinha características pouco usuais para o grupo, notadamente os dentes similares aos de mamíferos (ilustração: Zina Deretsky, US National Science Foundation).
Fonte: Ciência Hoje
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Os amigos João e Marcelo estão de volta. Os protagonistas de Na terra dos titãs, romance de aventura lançado em 2007 pelo paleontólogo Alexander
Kellner, agora partem rumo à Antártica, onde encontrarão fósseis de árvores, de pinguins e até de dinossauros.
Com pitadas de paixão, desafios e muitas surpresas, a nova aventura da dupla – Mistério sob o gelo – é uma boa pedida para leitores que querem se divertir e aprender um pouco mais sobre o passado e o presente do continente gelado.Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e titular da coluna Caçadores de Fósseis, da CH On-line, Kellner escreveu o livro em seis semanas e se inspirou em uma experiência real.
No fim de 2006, ele comandou uma expedição à Antártica que durou dois meses e meio, dos quais 37 dias foram passados em um acampamento na ilha James Ross (mais tarde, a viagem foi objeto de uma exposição no Museu Nacional).
Vejam no Ciência Hoje, entrevista com Kellner e uma matéria sobre a expedição.
PS: O livro já está disponível no Submarino
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