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CH: Descoberto fóssil revolucionário! Ou não?

8 de setembro de 2010 Deixe um comentário

Quando um novo achado de um fóssil é noticiado, quase sempre jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão apresentam o fato como algo espetacular, que modifica tudo o que foi escrito até então. “Encontrado o elo perdido!”, “Novo dinossauro revoluciona pesquisa!”, “Fóssil surpreende cientistas!”, “Achado demonstra que história da evolução do grupo terá que ser reescrita!” – são alguns dos títulos mais alardeados.

Essa percepção de que um novo fóssil altera fundamentalmente o conhecimento a respeito de um grupo acaba sendo passada para o público. Porém, será que isso é verdade?

Existe alguma maneira de se medir o impacto de uma descoberta paleontológica e verificar se a maioria é, digamos, revolucionária? James Tarver e colegas da Universidade de Bristol (Inglaterra) fizeram-se exatamente estas perguntas, numa pesquisa que acaba de ser publicada pela Proceedings of the Royal Society B.

Mais do que a questão envolvendo a mídia, o ponto principal do estudo era descobrir se existe alguma questão de natureza evolutiva mais profunda que possa dar sustentação a essa postura.

Veja na Ciência Hoje

Pakasuchus kapilimai: Mais um para bagunçar a filogenia dos Notosuchia, ou será que não?

6 de agosto de 2010 2 comentários

Justamente o que eu precisava, uma nova descoberta sobre crocodilomorfos com estranhas morfologias de dentição… Este bicho vive uma situação bem parecida com a de certos notossuquídeos como Candidodon, Malawisuchus, Coringasuchus e Notosuchus. Eles possuem uma heterodontia que lhes permite ter uma alimentação variada e hábitos bem diferentes dos demais crocodilomorfos, principalmente dos atuais que são absolutamente carnívoros. Leiam o texto da Ciência Hoje e vão entender. O Kellner explica a confusão toda muito bem.

Não é novidade que muitas vezes a descoberta de um fóssil muda a história evolutiva de um determinado grupo, mas é raro quando o novo achado influencia o que sabemos sobre um segundo grupo não proximamente relacionado.

Justamente este é o caso do Pakasuchus kapilimai, cuja descoberta acaba ser publicada em destaque pela Nature. Se os autores estiverem corretos, este pequeno crocodilomorfo ajuda a explicar por que os mamíferos fósseis são tão raros no Brasil e em outros pontos da América do Sul e da África, que outrora fizerem parte do supercontinente Gondwana.

Do tamanho de um gato, o crocodilomorfo encontrado na Tanzânia tinha características pouco usuais para o grupo, notadamente os dentes similares aos de mamíferos (ilustração: Zina Deretsky, US National Science Foundation).

Fonte: Ciência Hoje

Por que todo paleontólogo é bom de papo?

1 de julho de 2010 Deixe um comentário


Os amigos João e Marcelo estão de volta. Os protagonistas de Na terra dos titãs, romance de aventura lançado em 2007 pelo paleontólogo Alexander

Kellner, agora partem rumo à Antártica, onde encontrarão fósseis de árvores, de pinguins e até de dinossauros.

Com pitadas de paixão, desafios e muitas surpresas, a nova aventura da dupla – Mistério sob o gelo – é uma boa pedida para leitores que querem se divertir e aprender um pouco mais sobre o passado e o presente do continente gelado.Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e titular da coluna Caçadores de Fósseis, da CH On-line, Kellner escreveu o livro em seis semanas e se inspirou em uma experiência real.

No fim de 2006, ele comandou uma expedição à Antártica que durou dois meses e meio, dos quais 37 dias foram passados em um acampamento na ilha James Ross (mais tarde, a viagem foi objeto de uma exposição no Museu Nacional).

Vejam no Ciência Hoje, entrevista com Kellner e uma matéria sobre a expedição.

PS: O livro já está disponível no Submarino

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