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Posts Etiquetados ‘conservação’

Biocombustível: pradarias seriam boas para preservar aves nos EUA

17 de janeiro de 2011 Deixe um comentário

Uma das preocupações envolvendo os biocombustíveis é a destruição de habitats para expansão das novas plantações. Nos EUA, por exemplo, o biocombustível é feito principalmente com milho do meio-oeste. Aumentar a área de produção implicaria em destruir os ecossistemas circundantes (que ainda existam).

Outra possibilidade é extrair o etanol a partir de um fonte lenhosa como madeira, talos e gramas. Embora a extração de etanol de celulose as vezes seja cara, em alguns casos ela é bastante rentável. Mais especificamente, usar os campos de gramas perenes pode ser bem mais rentável do que investir em milharais. Um estudo feito na Universidade Estadual de Michigan, publicado na GCB (Global Change Biology) Bionergy e divulgado no EurekAlert, quantificou os possíveis benefícios ambientais.

Ammodramus henslowii, espécie ameaçada das pradarias de Michigan

Ammodramus henslowii, espécie ameaçada das pradarias de Michigan

Usar sistemas naturais como fonte de energia é uma boa ideia em termos de conservação. Esses ambientes demandam muito menos investimento em irrigação e fertilização do que as fazendas. Ao mesmo tempo que produzem energia, também servem de habitats para animais nativos. No caso do sul de Michigan a preocupação é com comunidades de aves desta região. Elas tem sofrido grandes impactos em suas populações e um modelo de produção de conservasse seus habitats originais seria uma grande oportunidade de preservar sua biodiversidade.

Extinção em massa planejada? NOT!

26 de agosto de 2010 2 comentários

O título deste post foi feito a partir de uma reportagem publicada pela Agência de notícias da Nature no final do mês passado. Para vocês terem uma ideia da polêmica gerada, segue o título e subtítulo da reportagem

(assinada por Janet Fang):

Um Mundo sem mosquitos
Erradicar qualquer organismo traria consequências sérias para Ecossistemas, não é? Não se tratando de mosquitos.”


Ao longo do texto a repórter defende de forma bem argumentada a posição de que os mosquitos em geral causam grandes problemas para a espécie humana devido a doenças como a Malária e que a extinção destes insetos não traria grandes consequências para os Ecossistemas.

Você já imaginou um mundo sem mosquitos? Sem moscas? Sem ratos ou baratas? Dê uma lida neste post, tem algumas coisas que precisamos repensar…

Veja o texto completo no Discutindo Ecologia

Carta ao Leitor: Belo Monte da tristeza

16 de abril de 2010 Deixe um comentário

É triste que ainda hoje em nosso país existam pessoas que pensem e aprovem um empreendimento como a Hidrelétrica de Belo Monte. Pior, que chamem isso de Progresso, Crescimento. O Brasil é autônomo politicamente, mas o povo é escravizado no pensamento provinciano de destruir para desenvolver, copiando o modelo de séculos atrás dos países que hoje são grandes potências, mas que para sobreviverem nesta condição dominante precisam sufocar outras nações obtendo aquilo que fomenta sua sociedade.

Mais triste é saber que precisa vir ao Brasil um americano, diretor de uma das maiores indústrias de manipulação dos Estados Unidos, para protestar sobre um assunto interno de nosso país, mas que tem reflexo no mundo inteiro, a Amazônia. Por situações como essa que em nossa História, desde a Independência, não temos heróis nacionais. Até isso importamos, pois, é difícil um brasileiro se manifestar sobre qualquer outro assunto que não seja futebol. Se assistimos a um vídeo de um político com dinheiro na cueca nos revoltamos em nossa casa e… pronto! Se nosso time de futebol rebaixa, ou se a seleção perde a Copa, milhares de pessoas vão aos aeroportos protestar, porque afinal de contas isso é uma grande palhaçada! Enquanto povo não sabemos valorizar aquilo que nosso país tem de mais grandioso. Nossas riquezas naturais estão sempre em detrimento da destruição que, por mais que se diga “crescimento econômico” não passa de politicagem para garantir mais 4 anos de mandato.
[...]

Fonte: Mutual

Blog da Mutual: O manguezal maranhense e a diversidade de aves

10 de abril de 2010 Deixe um comentário

O litoral maranhense é o segundo mais extenso do Brasil. É caracterizado por ser bastante recortado, com inúmeras baías, ilhas, pontas e foz de rios, o que proporciona a proliferação de manguezais. As áreas de mangue possuem características bem definidas, como: solo lamoso pobre em oxigênio, mas muito rico em nutrientes; predomínio de vegetais halófilos e presença de grande biodiversidade. Além disso, é considerado um dos ecossistemas mais férteis e diversificados do Planeta.

Com todos esses atrativos e sendo o Maranhão o maior detentor desse ecossistema na região norte-nordeste (cerca de 85%), o manguezal maranhense torna-se um refúgio para as mais diversas espécies de aves, tanto residentes quanto migratórias.

Entre as aves residentes, destacam-se os guarás (Eudocimus ruber), aves de cor avermelhada (resultado de uma alimentação rica em crustáceos e carotenóides) e que são consideradas umas das mais belas aves brasileiras. Tem como habitat natural os mangues, devido, principalmente à sua dieta rica em caranguejos e camarões e ao fato de construir seus ninhos em vegetações densas. No Maranhão, existe a Floresta dos Guarás, uma formação florestal onde se encontram alguns dos mais extensos e bem conservados manguezais do Nordeste e, também, um ponto de grande concentração de ninhais e dormidouros dos guarás.

Floresta dos Guarás – Maranhão – Brasil

Fonte: Mutual

Como convencer os pescadores que reservas marinhas melhoram a pescaria?

7 de março de 2010 1 comentário

Em muitos lugares do mundo onde foram estabelecidas reservas marinhas surgiram disputas com a industria local da pesca. Em alguns casos as reservas apresentam baixa produtividade por que foram colocadas em locais pouco favorecidos justamente para não competir em área com os pescadores locais. Em outros locais as reservas foram criadas em áreas tão super-exploradas que sua recuperação é muito lenta.

Este artigo discute bem esta questão. O que acontece que é que ao estabelecer uma reserva marinha, conforme a comunidade ali protegida cresce, há uma tendência para que atravessem para fora da reserva e assim, aumentem a produção pesqueira em suas bordas.

Fonte: Mutual

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