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CH: Descoberto fóssil revolucionário! Ou não?

8 de setembro de 2010 Deixe um comentário

Quando um novo achado de um fóssil é noticiado, quase sempre jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão apresentam o fato como algo espetacular, que modifica tudo o que foi escrito até então. “Encontrado o elo perdido!”, “Novo dinossauro revoluciona pesquisa!”, “Fóssil surpreende cientistas!”, “Achado demonstra que história da evolução do grupo terá que ser reescrita!” – são alguns dos títulos mais alardeados.

Essa percepção de que um novo fóssil altera fundamentalmente o conhecimento a respeito de um grupo acaba sendo passada para o público. Porém, será que isso é verdade?

Existe alguma maneira de se medir o impacto de uma descoberta paleontológica e verificar se a maioria é, digamos, revolucionária? James Tarver e colegas da Universidade de Bristol (Inglaterra) fizeram-se exatamente estas perguntas, numa pesquisa que acaba de ser publicada pela Proceedings of the Royal Society B.

Mais do que a questão envolvendo a mídia, o ponto principal do estudo era descobrir se existe alguma questão de natureza evolutiva mais profunda que possa dar sustentação a essa postura.

Veja na Ciência Hoje

Khort: Finalmente uma invenção brasileira

13 de agosto de 2010 2 comentários

Os americanos se orgulham bastante de suas patentes. Praticamente qualquer ideia, por mais idiota que seja pode ser registrada e virar uma patente, nem precisa funcionar. Infelizmente os brasileiros almejam ser patenteadores de bobagens também e depois de feita a patente, ficam fazendo mimimi “ahhh eu não tenho oportunidade de fabricar meu invento, o governo não ajuda…” .

Mesmo assim, às vezes surge um abençoado com uma ideia de verdade e espírito empreendedor para fazer as coisas acontecerem. Parabéns Leopoldo, você é um exemplo de inovação e empreendedorismo para o país!

Você já deve ter passado por isso. Tentou usar um sachê de ketchup e se sujou todo ou quase desistiu pela dificuldade de abrir a embalagem com o nada fácil ‘abre-fácil’ – o picote que vem em produtos para ajudar a abri-los. Quando uma das mãos segura um sanduíche, a tarefa torna-se ainda mais complicada.

Poder usar o sachê com o sanduíche na outra mão o levou a pensar: por que não desenvolver uma forma mais fácil de abrir essas embalagens?
Acostumado a essas situações, o administrador de empresas Leopoldo Aquino Almeida, do Rio de Janeiro, se surpreendeu ao receber, numa lanchonete, um pratinho com os sachês já cortados por uma tesoura.

Desempregado, resolveu levar a ideia adiante. “As pessoas costumam imaginar boas soluções para problemas, mas não saem da zona de conforto. Eu resolvi apostar”, conta Almeida. Após um ano desenvolvendo protótipos do produto, em 2008, o administrador chegou ao resultado final – o Khort.

Fonte: Ciência Hoje

Pakasuchus kapilimai: Mais um para bagunçar a filogenia dos Notosuchia, ou será que não?

6 de agosto de 2010 2 comentários

Justamente o que eu precisava, uma nova descoberta sobre crocodilomorfos com estranhas morfologias de dentição… Este bicho vive uma situação bem parecida com a de certos notossuquídeos como Candidodon, Malawisuchus, Coringasuchus e Notosuchus. Eles possuem uma heterodontia que lhes permite ter uma alimentação variada e hábitos bem diferentes dos demais crocodilomorfos, principalmente dos atuais que são absolutamente carnívoros. Leiam o texto da Ciência Hoje e vão entender. O Kellner explica a confusão toda muito bem.

Não é novidade que muitas vezes a descoberta de um fóssil muda a história evolutiva de um determinado grupo, mas é raro quando o novo achado influencia o que sabemos sobre um segundo grupo não proximamente relacionado.

Justamente este é o caso do Pakasuchus kapilimai, cuja descoberta acaba ser publicada em destaque pela Nature. Se os autores estiverem corretos, este pequeno crocodilomorfo ajuda a explicar por que os mamíferos fósseis são tão raros no Brasil e em outros pontos da América do Sul e da África, que outrora fizerem parte do supercontinente Gondwana.

Do tamanho de um gato, o crocodilomorfo encontrado na Tanzânia tinha características pouco usuais para o grupo, notadamente os dentes similares aos de mamíferos (ilustração: Zina Deretsky, US National Science Foundation).

Fonte: Ciência Hoje

Por que todo paleontólogo é bom de papo?

1 de julho de 2010 Deixe um comentário


Os amigos João e Marcelo estão de volta. Os protagonistas de Na terra dos titãs, romance de aventura lançado em 2007 pelo paleontólogo Alexander

Kellner, agora partem rumo à Antártica, onde encontrarão fósseis de árvores, de pinguins e até de dinossauros.

Com pitadas de paixão, desafios e muitas surpresas, a nova aventura da dupla – Mistério sob o gelo – é uma boa pedida para leitores que querem se divertir e aprender um pouco mais sobre o passado e o presente do continente gelado.Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e titular da coluna Caçadores de Fósseis, da CH On-line, Kellner escreveu o livro em seis semanas e se inspirou em uma experiência real.

No fim de 2006, ele comandou uma expedição à Antártica que durou dois meses e meio, dos quais 37 dias foram passados em um acampamento na ilha James Ross (mais tarde, a viagem foi objeto de uma exposição no Museu Nacional).

Vejam no Ciência Hoje, entrevista com Kellner e uma matéria sobre a expedição.

PS: O livro já está disponível no Submarino

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